28/07/2017 09h15
Maior contribuição para leve aceleração do IPC-M em julho é do grupo Habitação
FGV: maior contribuição para leve aceleração do IPC-M em julho é do grupo Habitação -
O Ãndice de Preços ao Consumidor (IPC) voltou a registrar inflação no Ãndice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de julho ao subir 0,04% após uma queda de 0,08% em junho. O IGP-M caiu 0,72% no perÃodo, de recuo de 0,67% no mês passado.
Segundo a Fundação Getulio Vargas, responsável pelo cálculo do Ãndice, quatro das oito classes de despesas analisadas tiveram taxas maiores em julho do que em junho. Dentre elas, a principal contribuição para aceleração do IPC-M veio do grupo Habitação (-0,02% para 0,46%). O grupo, por sua vez, foi bastante influenciado pelo encarecimento da tarifa de eletricidade residencial, que subiu 1,38%, de queda de 1,06% no sexto mês do ano. O aumento é efeito da adoção da bandeira amarela nas contas de luz no mês, assim como do reajuste tarifário da Eletropaulo, em São Paulo.
Também registraram acréscimo nas taxas no perÃodo os grupos Alimentação (-0,50% para -0,44%), Educação, Leitura e Recreação (0,31% para 0,67%) e Comunicação (-0,17% para 0,32%). ContribuÃram para a aceleração os subgrupos frutas (-7,20% para -3,81%), show musical (-0,77% para 3,11%) e pacotes de telefonia fixa e internet (-0,95% para 0,87%), respectivamente.
Em contrapartida, os segmentos Vestuário (0,52% para 0,00%), Despesas Diversas (0,49% para 0,08%), e Saúde e Cuidados Pessoais (0,42% para 0,32%) desaceleraram entre junho e julho. Nesses grupos, as principais influências foram roupas (0,48% para -0,12%), tarifa postal (4,94% para 0,00%), gasolina (-1,42% para -2,03%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (0,25% para -0,11%), nesta ordem. O grupo Transportes também teve alÃvio em julho, ampliando a deflação de 0,36% para 0,42%, com o auxÃlio do item gasolina (-1,42% para -2,03%), que devido ao perÃodo de coleta do IGP-M (de 21/06 a 20/07), não captou o aumento do PIS/Cofins sobre os combustÃveis.
Principais influências
A FGV destacou as principais influências de alta e baixa no IPC-M de julho. Do lado da pressão de elevação estão tarifa de eletricidade residencial (-1,06% para 1,38%), plano e seguro de saúde (mesmo com a leve desaceleração de 0,96% para 0,95%), tomate (-17,44% para 11,65%), condomÃnio residencial (-0,07% para 1,05%) e passagem aérea (mesmo com a desaceleração de 11,65% para 8,83%).
Já entre as maiores influências de baixa estão batata-inglesa (1,38% para -28,87%), gasolina (-1,42% para -2,03%), etanol (mesmo com a deflação menor de -3,40% para -3,07%), laranja pera (apesar da redução na taxa, de -13,89% para -13,12%) e banana-prata (-5,90% para -8,00%).
Fonte: Estadão Conteúdo