30/08/2022 13h50
Maioria das Bolsas da Europa fecha em baixa, com BCE e risco de recessão
Os mercados acionários da Europa chegaram a subir em parte do dia, mas terminaram a terça-feira, 30, com sinal predominantemente negativo, em parte influenciadas pela manhã negativa em Nova York. A perspectiva de mais aperto monetário pelo Banco Central Europeu (BCE) e o risco de recessão na zona do euro estiveram em foco, enquanto ações de bancos chegaram a apoiar algumas praças.
O Ãndice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 0,67%, em 419,81 pontos.
Na agenda de indicadores da zona do euro, o Ãndice de sentimento econômico recuou de 98,9 em julho a 97,6 em agosto, ante previsão de 97,9 dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. A leitura foi a mais fraca em 18 meses nessa pesquisa. Na avaliação do ING, a percepção dos agentes piora na região com o risco de recessão mais próxima e empresas pessimistas sobre a atividade.
Com a inflação forte, porém, continua a haver perspectiva de aperto monetário. Alguns dirigentes têm se pronunciado nos últimos dias sobre a possibilidade de uma alta de 75 pontos-base na reunião de 8 de setembro, ante a inflação recorde na região da moeda comum. Já Philip Lane, economista-chefe, argumentou por um "ritmo constante" na elevação para minimizar consequências negativas do aperto.
Nos mercados acionários, algumas ações de bancos subiam, com a perspectiva de juros mais altos. Barclays, por exemplo, avançava mais de 1,5% em Londres, enquanto Deutsche Bank também superava essa faixa em Frankfurt.
Na Bolsa de Londres, o Ãndice FTSE 100 fechou em baixa de 0,88%, em 7.361,63 pontos, na volta de um feriado na segunda-feira.
Em Frankfurt, o Ãndice DAX foi na contramão da maioria e subiu 0,53%, a 12.961,14 pontos.
Na Bolsa de Paris, o CAC 40 recuou 0,19%, a 6.210,22 pontos.
Em Milão, o Ãndice FTSE MIB fechou em queda de 0,08%, em 21.825,22 pontos.
Na Bolsa de Madri, o Ãndice Ibex 35 registrou queda de 0,12%, a 7.979,80 pontos.
Em Lisboa, o Ãndice PSI 20 registrou baixa de 1,50%, a 6.020,56 pontos.
Fonte: Estadão Conteúdo