19/04/2017 19h36
Marun: 'Fui surpreendido por redução da idade mínima de trabalhadora rural'
O presidente da comissão especial da reforma da Previdência na Câmara, Carlos Marun (PMDB-MS), admitiu nesta noite de quarta-feira, 19, ter sido surpreendido pela decisão do relator, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), de reduzir a exigência de idade mÃnima de aposentadoria para trabalhadoras rurais, de 60 anos para 57 anos. "Fui surpreendido, até porque não defendia", afirmou.
Marun acreditava que esse grupo poderia "dar uma contribuição maior à reforma", mas disse que o relator conhece bem a área. "Ele tomou essa decisão, o que eu apoio", afirmou.
Com a flexibilização adicional na aposentadoria rural, as regras pouco mudarão em relação à s exigências atuais. Hoje, homens se aposentam com idade mÃnima de 60 anos e mulheres com 55 anos, com tempo mÃnimo de contribuição de 15 anos. Na proposta, a única alteração é a idade mÃnima da mulher, que sobe para 57 anos.
O presidente, no entanto, disse que não é possÃvel estender ainda mais as flexibilizações na reforma. Hoje mais cedo, o Broadcast, serviço de notÃcia sem tempo real do Grupo Estado, mostrou que a bancada feminina quer uma idade mÃnima ainda menor para todas as mulheres, embora o presidente Michel Temer tenha aberto mão da "espinha dorsal" da reforma ao diminuir a exigência de 65 anos para 62 anos para elas.
A bancada feminina quer que o limite caia ainda mais, para 60 anos, mantendo uma diferença de cinco anos em relação à idade mÃnima dos homens. "Não podemos mostrar uma competição de titularidade de bondades", disparou Marun. "Fizemos acordo com bancada feminina que traz benefÃcios significativos e reconhece a desigualdade ainda existente."
O presidente da comissão especial disse ainda, ao avaliar os resultados desfavoráveis do Placar da Previdência, do Grupo Estado, que "só vão ficar contra a reforma aqueles que entendem que o certo é empurrar a Previdência com a barriga". Ontem, Marun projetou que a reforma terá 360 votos favoráveis no plenário da Câmara".
Fonte: Estadão Conteúdo