12/02/2019 11h11
Medidas de inflação subjacente estão em níveis confortáveis, diz BC na ata
O Banco Central reafirmou nesta terça-feira, 12, por meio da ata do último encontro do Comitê de PolÃtica Monetária (Copom), que diversas medidas de inflação subjacente se encontram em nÃveis apropriados ou confortáveis, "inclusive os componentes mais sensÃveis ao ciclo econômico e à polÃtica monetária" - ou seja, os componentes de serviços.
Esta ideia vem sendo repetida nas comunicações do Banco Central e já constava no comunicado da semana passada, quando a instituição manteve a Selic (a taxa básica de juros da economia) em 6,50% ao ano.
Cautela, serenidade e perseverança
O Banco Central voltou a registrar, por meio da ata do último encontro do Copom, que "a melhor forma" de manter a trajetória da inflação em direção à s metas é atuar com cautela, serenidade e perseverança nas decisões de polÃtica monetária, inclusive diante de cenários voláteis. Com isso, o BC sugere que será criterioso ao iniciar um novo ciclo, para um lado ou para outro.
Os membros do colegiado avaliaram que a diversas medidas de inflação encontram-se em nÃveis apropriados ou confortáveis. Eles destacaram que as projeções indicam convergência da inflação em direção à s metas ao longo de 2019 e 2020. "Essa trajetória é consistente com as expectativas de inflação, que permanecem ancoradas", afirmou o documento.
Reformas
Mais uma vez, o Copom ressaltou que a consolidação desse cenário de inflação controlada no médio e longo prazo depende do andamento das reformas e ajustes necessários na economia brasileira.
Assim como no comunicado divulgado na semana passada, o Copom avaliou que houve um arrefecimento dos riscos inflacionários desde a reunião de dezembro, sobretudo dos riscos ligados ao cenário externo.
"Entretanto, o Comitê ressaltou que os riscos altistas para a inflação permanecem relevantes e seguem com maior peso em seu balanço de riscos. Dessa forma, os membros do Copom concluÃram que persiste, apesar de menos intensa, a assimetria no balanço de riscos para a inflação", completou a ata.
Fonte: Estadão Conteúdo