02/03/2017 10h30
Membros do Copom querem 'manter maior grau de liberdade' sobre decisões futuras
A ata da mais recente reunião do Comitê de PolÃtica Monetária (Copom) cita que os diretores da instituição querem "manter maior grau de liberdade" em relação à s próximas decisões do grupo. Nesse debate, os diretores do Banco Central reconheceram que a condição fundamental para as próximas decisões é que as ações sejam compatÃveis com a inflação na meta no horizonte relevante. O texto cita ainda que o grupo avaliou "efeitos defasados que a polÃtica monetária pode ter sobre a inflação para o ano-calendário de 2018".
O parágrafo 21 da ata traz uma avaliação ampla sobre as premissas que influenciam a polÃtica monetária. "Os membros do Comitê debateram os próximos passos e manifestaram preferência por manter maior grau de liberdade quanto à s decisões futuras", cita o texto, ao lembrar que as decisões do colegiado levam em conta a evolução do cenário econômico e dos fatores de riscos.
Nesse debate, os membros do grupo "enfatizaram, de inÃcio, a condição fundamental de que qualquer decisão futura seja compatÃvel com manutenção das projeções de inflação na meta nos horizontes relevantes para a condução da polÃtica monetária e com ancoragem das expectativas de inflação".
Os diretores da autoridade monetária debateram sobre como a polÃtica monetária "contribuiria para o processo de estabilização e posterior retomada da atividade econômica". Por outro lado, os membros do BC destacaram que "os efeitos defasados que a polÃtica monetária pode ter sobre a inflação para o ano-calendário de 2018".
Para 2018, as previsões para a inflação "encontram-se em torno da meta de 4,5%". O número no centro da atual meta é visto tanto nas projeções apuradas pela pesquisa Focus, quanto na estimativa do cenário de mercado.
Reformas
O Copom voltou a destacar a evolução das reformas e o impacto na taxa neutra da economia brasileira na ata da mais recente reunião do grupo que reduziu o juro para 12,25% na semana passada. Nesse tema, o colegiado reafirma a importância das reformas que permitirão dar sustentabilidade à s contas públicas e ainda aumentar o investimento e melhorar a produtividade no PaÃs.
Ao avaliar o processo de andamento das reformas "notadamente as de natureza fiscal", o texto cita que esses "ajustes na economia brasileira são fundamentais para a sustentabilidade da desinflação e para a redução de sua taxa de juros estrutural". A avaliação consta no parágrafo 23 do documento divulgado na manhã desta quinta-feira. O juro neutro tem sido citado como uma das variáveis importantes para a evolução futura da polÃtica monetária.
No parágrafo 24, os membros do Copom destacaram ainda a "importância de outras reformas e investimentos em infraestrutura que visam aumento de produtividade, ganhos de eficiência, maior flexibilidade da economia e melhoria do ambiente de negócios". "Esses esforços são fundamentais para a estabilização e a retomada da atividade econômica e da trajetória de desenvolvimento da economia brasileira", cita o texto.
Fonte: Estadão Conteúdo