19/12/2022 19h10
Mercadante se reúne com AFBNDES para tratar de questões trabalhistas e estratégia
O coordenador dos grupos técnicos da equipe de transição do governo federal, e indicado para assumir a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), AloÃzio Mercadante, se reuniu na manhã desta segunda-feira, 19, com a AFBNDES, a associação que representa os funcionários da instituição de fomento. O presidente da AFBNDES, Arthur Koblitz, avaliou positivamente o encontro, que ocorreu em BrasÃlia. Segundo o dirigente, Mercadante abriu diálogo com a associação.
"O que querÃamos era a abertura para o diálogo", afirmou Koblitz, ressaltando a disposição de Mercadante em discutir tanto "questões trabalhistas" quanto questões relacionadas à estratégia do banco. "É um economista, que entende de problemas econômicos, e tem uma visão polÃtica e estratégica", completou o presidente da AFBNDES, que também é membro do Conselho de Administração do BNDES, na vaga destinada a um representante dos empregados.
Na reunião, os representantes da associação entregaram a Mercadante o documento "Desafios do BNDES e a Transição - Proposta de funcionários para a nova gestão", organizado pela AFBNDES com o apoio de técnicos da instituição de fomento.
Na terça-feira passada, 13, quando o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmou a indicação de Mercadante para o BNDES, Koblitz avaliou a escolha positivamente. Ao Broadcast (sistema de notÃcias em tempo real do Grupo Estado), o presidente da AFBNDES destacou que Mercadante, "um dos principais quadros do partido que vai governar o PaÃs", daria "prestÃgio" ao banco de fomento na polÃtica econômica.
Por trás do documento entregue ao futuro presidente do banco, está a intenção da AFBNDES de defender uma agenda para a atuação do BNDES na polÃtica econômica. Segundo Koblitz, os pontos principais da agenda são a interrupção do processo de pagamento antecipado da dÃvida do banco de fomento com a União e um papel mais ativo do BNDES no financiamento aos investimentos na "reindustrialização" do PaÃs e na melhoria da infraestrutura.
Para isso, será preciso oferecer ao banco de fomento algum "instrumento" de incentivos, com mudanças na Taxa de Longo Prazo (TLP), os juros cobrados nos financiamentos do BNDES, disse Koblitz na semana passada.
Segundo o presidente da AFBNDES, Mercadante não deu indicações de mudanças que poderá levar a cabo nas polÃticas do BNDES. O futuro presidente prometeu se manter aberto ao diálogo e sinalizou com uma visita à associação quando começar a trabalhar no banco.
Fonte: Estadão Conteúdo