07/03/2019 16h40
Mesmo com CCJ instalada, reforma não andará sem militares, diz líder do PSL
O lÃder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), afirmou que a reforma da Previdência não vai andar na Casa antes de o governo encaminhar a proposta que mexe na aposentadoria dos militares. Mesmo com a instalação da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) na próxima semana, os lÃderes partidários não vão indicar os membros do colegiado até que o governo envie o projeto dos militares ao Congresso, destacou o parlamentar.
"O Rodrigo Maia presidente da Câmara e os lÃderes deixaram muito claro que o governo se equivocou ao não ter mandado as duas juntas. O Congresso não vai se debruçar sobre a PEC enquanto não chegar a dos militares", afirmou Waldir ao Broadcast PolÃtico, sistema de notÃcias em tempo real do Grupo Estado.
O governo prometeu encaminhar a proposta dos militares até o próximo dia 20. Enquanto isso, lÃderes devem indicar ao presidente da Câmara pautas alternativas para tramitarem durante o perÃodo e evitar que a Casa fique completamente parada nas próximas duas semanas.
Maia agendou, de acordo com Waldir, uma reunião com lÃderes para a próxima terça-feira, 12, na residência da presidência da Câmara, onde serão discutidas propostas que possam ser votadas "sem muita polêmica" antes do inÃcio da tramitação da reforma da Previdência.
Presidência da CCJ
Internamente, quatro nomes do PSL disputam a presidência da CCJ - comissão responsável por avaliar a legalidade de propostas e o primeiro colegiado na Câmara a discutir a reforma da Previdência. Bia Kicis (DF), Felipe Franceschini (PR), Coronel Tadeu (SP) e Delegado Carlo Freitas (PSL) querem o cargo.
"Vamos buscar o diálogo entre eles com base na habilidade e experiência que cada um tem", afirmou o lÃder do partido sobre o critério de escolha.
Fonte: Estadão Conteúdo