13/12/2020 14h02
Moraes homologa acordo firmado entre INSS e MPF para zerar fila por benefícios
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu homologar um acordo firmado entre o INSS e o Ministério Público Federal (MPF) para fixar prazos e dar "blindagem jurÃdica" ao esforço do órgão para zerar a fila de espera por benefÃcios em plena pandemia do novo coronavÃrus. O perÃodo para análise terá limites de 30 a 90 dias, de acordo com o tipo de benefÃcio ou auxÃlio solicitado. O acordo foi antecipado pelo Estadão/Broadcast em abril deste ano.
"Ressalte-se que a homologação visa não só a pacificar a controvérsia instaurada nos presentes autos, mas sobretudo viabilizar a concessão dos benefÃcios previdenciários em tempo razoável para segmento da população na sua maioria em situação de vulnerabilidade social e econômica, porém sem causar prejuÃzo para administração pública", observou Moraes.
"O acordo atende à s prescrições legais, bem como revela-se de relevante interesse público, mormente no momento atual em que pandemia do coronavÃrus tem gerado um cenário de incertezas para a população, que poderá ser abrandado pelo equacionamento dessa tormentosa questão envolvendo o prazo para a concessão de benefÃcios previdenciários", ressaltou o ministro do STF.
Na semana passada, o procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, enviou parecer ao Supremo pedindo a homologação do acordo. Para Aras, esse tipo de solução conciliatória pretende "garantir acesso igualitário a pessoas que se encontram na mesma situação, considerando-se o atual cenário de acúmulo de pedidos".
Os prazos estabelecidos para análise e conclusão dos processos administrativos do INSS começam a valer seis meses após o acordo judicial ser homologado pelo STF. Esse perÃodo servirá de adaptação para que o órgão e a Subsecretaria de PerÃcia Médica Federal elaborem um plano de trabalho para cumprir as novas exigências.
O prazo para realização da perÃcia médica e da avaliação social para benefÃcios como o BPC, pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, permanecerá suspenso enquanto perdurarem efeitos da pandemia da covid-19 que impeçam o pleno retorno dessas atividades.
Em abril, o presidente do INSS, Leonardo Rolim, disse ao Estadão/Broadcast que a ideia do acordo é fixar um prazo máximo de atendimento por tipo de benefÃcio e evitar que nesse perÃodo a Justiça conceda a segurados o direito de "furar a fila". Após o INSS ficar na mira da população e de órgãos de controle por causa das enormes filas de espera por benefÃcio, o objetivo, segundo o presidente do órgão, era "assumir um compromisso público" de que o atendimento à população será aprimorado. Ele previu zerar a fila em até seis meses.
Fonte: Estadão Conteúdo