22/06/2018 08h42
Mundo vive momento de recrudescimento de discursos protecionistas, diz Blairo
O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou nesta sexta-feira, 22, durante pronunciamento em fórum do Brics, bloco de paÃses em desenvolvimento, que o mundo vive um momento de recrudescimento de discursos e práticas protecionistas. Do evento participam os ministros da área agrÃcola do Brasil, Rússia, Ãndia, China e da Ãfrica do Sul, que é sede do fórum.
Segundo Maggi, para que os alimentos de regiões produtoras cheguem à s mesas em boas condições "é preciso que regras do comércio agrÃcola mundial sejam reformadas, para garantir melhor acesso a mercados por meio da eliminação de subsÃdios 'distorcivos', que diminuem a renda no campo e prejudicam o desenvolvimento".
Maggi pediu que os paÃses produtores fiquem atentos à "nova geração de obstáculos ao comércio mundial, que muitas vezes não se baseia em ciência e ameaça nossa posição de atores globais na produção e comercialização".
O ministro lembrou que o Brics foi criado para buscar, em conjunto, a ordem mundial mais justa e disse estar convencido que o bloco de paÃses "pode ter um papel mais efetivo se nos dedicarmos mais diretamente a ser um organismo facilitador do comércio internacional".
"O Brasil está ciente de que este não é um objetivo fácil. Mas eu penso que é exatamente por isso que estamos reunidos hoje aqui na Ãfrica Sul: para dar mais um passo no caminho, por vezes difÃcil, que separa a intenção dos resultados concretos", afirmou.
No discurso, Maggi também exaltou o papel do Brasil como "a maior e mais avançada agricultura tropical do planeta, após investimentos intensos em inovação e tecnologia" e disse que o PaÃs está pronto para garantir a segurança alimentar mundial "enquanto incorpora, no centro de sua estratégia, os princÃpios de desenvolvimento sustentável".
O ministro retomou o tema da produção sustentável de alimentos e fibras, com redução do desmatamento, sanidade animal e vegetal, e com a maior participação da bioenergia na matriz energética entre todas as nações do mundo.
"Esse alto padrão ambiental e sanitário tem um custo econômico. Os exigentes compradores globais precisam ser informados sobre todos os aspectos da produção dos alimentos, desde a sua origem nas fazendas até o seu consumo na mesa das famÃlias (...). Sob uma perspectiva integrada, o comercio global justo e a qualidade dos produtos é uma ferramenta indispensável para a segurança alimentar. Uma crescente população mundial precisa adquirir alimentos saudáveis, em quantidade suficiente, a preços acessÃveis", afirmou.
Fonte: Estadão Conteúdo