29/12/2017 08h50
Índice de confiança de serviços medido pela FGV sobe 1,5 ponto em dezembro
O Ãndice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getulio Vargas subiu 1,5 ponto em dezembro, alcançando 89,2 pontos, o maior nÃvel desde setembro de 2014, quando havia atingido 89,8 pontos. O ICS fecha 2017 com um saldo acumulado positivo de 12,9 pontos, informou a FGV na manhã desta sexta-feira, 29.
"O resultado de dezembro consolida o processo de recuperação gradual da confiança no setor de serviços ao longo de 2017 e traz boas perspectivas para 2018. No último trimestre do ano, tanto as avaliações sobre o momento quanto as expectativas melhoraram de forma disseminada pelos vários segmentos pesquisados, o que garante sustentabilidade à manutenção desta trajetória ascendente", afirmou Itaiguara Bezerra, coordenador de Sondagens da Ibre/FGV.
Diferentemente do ano de 2016, no qual a alta do Ãndice-sÃntese se deveu à s expectativas, em 2017 a alta foi sustentada pela recuperação da situação atual. Enquanto houve um arrefecimento nas perspectivas de curto prazo entre 2016 e 2017, o setor, no momento atual, teve uma resposta mais dinâmica na recuperação.
"Não havendo choques expressivos, esta sinalização reforça um possÃvel cenário de aumento no ritmo de atividade do setor nos próximos meses", ressaltou Bezerra.
O Ãndice de Expectativas (IE-S) avançou pelo sexto mês consecutivo e atingiu 94,4 pontos em dezembro, o maior nÃvel desde março de 2017 (96,8 pontos). O aumento de 1,7 ponto foi influenciado, pelo avanço do indicador de tendência dos negócios para os próximos seis meses, que subiu 3,2 pontos, para 98,4 pontos.
O Ãndice da Situação Atual (ISA-S) registrou acréscimo de 0,9 ponto, devolvendo a queda de 0,8 ponto do mês anterior. Em médias móveis trimestrais, o ISA-S mantém uma sequência de altas desde o inÃcio de 2017. A maior contribuição para este subÃndice veio do indicador que mede o volume de demanda atual, que avançou 1,0 ponto.
O Nuci (NÃvel de Utilização da Capacidade) do setor de serviços avançou 0,7 ponto porcentual em dezembro, para 83,1%, chegando ao seu maior nÃvel desde dezembro de 2015 (83,4%).
Fonte: Estadão Conteúdo