17/06/2022 13h30
No Governo Bolsonaro, diesel subiu 203% e gasolina quase 170%, diz FUP
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) criticou nesta sexta-feira, 17, o aumento dos combustÃveis anunciado pela Petrobras, mas culpou o presidente da República, Jair Bolsonaro, pela alta de preços, já que ele manteve a polÃtica de paridade de importação (PPI) da companhia, implantada pelo governo Michel Temer em 2016.
Segundo dados elaborados pelo Departamento Intersindical de EstatÃstica e Estudos Socioeconômicos (Dieese/seção FUP), no Governo Bolsonaro, entre janeiro de 2019 e 17 de junho de 2022, o diesel nas refinarias subiu 203%, a gasolina, 169,1% e o GLP 119,1%. Enquanto isso, o salário mÃnimo aumentou 21,4% no perÃodo, destacou a FUP.
"O novo aumento do diesel e da gasolina, anunciado na mesma semana em que é aprovado no Congresso Nacional o Projeto de Lei Complementar (PLP 18), que reduz o ICMS sobre combustÃveis, é mais um descaso do governo federal com o trabalhador brasileiro, a maior vÃtima da disparada dos preços dos derivados e descontrole da inflação", disse em nota o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, sobre o reajuste de 5,2% no preço da gasolina e de 14,2% no diesel, definido a partir de reunião extraordinária convocada à s pressas, no feriado da quinta-feira, 16, pelo presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Márcio Weber.
Bacelar afirmou que "o presidente Jair Bolsonaro debocha dos brasileiros com seu discurso eleitoreiro contra reajustes de combustÃveis", já que manteve o PPI, e "a quatro meses das eleições, Bolsonaro se diz contrário à s altas dos derivados, as quais deveria ter combatido desde o inÃcio de seu governo".
Fonte: Estadão Conteúdo