18/10/2017 14h30
Não há 'possibilidade política' para reforma da Previdência em 2018, diz Dyogo
O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, admitiu que, se a reforma da Previdência não for aprovada este ano, não haverá "nenhuma" possibilidade polÃtica de passar em 2018. Em audiência no Tribunal de Conta da União (TCU), Oliveira disse que há uma janela de "pauta" da reforma da Previdência este ano, depois da votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer.
Ele defendeu a aprovação da reforma sem Plano B. Ou seja, sem a redução do alcance das mudanças nas regras da Previdências no texto que tramita na Câmara. "Desejamos que seja aprovado o máximo possÃvel", avaliou.
O ministro disse que o governo está disposto a enfrentar o debate, apesar da proximidade das eleições, e tem conversado com os lÃderes no Congresso. "A Previdência está consumindo todo o Orçamento. Quanto antes fizermos, mais suave será fazer antes", avaliou. Na sua avaliação, deixar a aprovação da reforma para depois levará à explosão da "barragem".
"Não terá mais jeito. Será a reforma dura de verdade", disse o ministro. Ele reconheceu que o espaço polÃtico é pequeno para a aprovação. "Em muitos lugares a preocupação sobre eleição é elevada. Mas o governo não tem pretensão de reeleição", afirmou.
Segundo ele, a agenda continuará concentrada em fazer a reforma que o PaÃs precisa. "Não existe crescimento sem equilÃbrio econômico. Um Estado quebrado não é ambiente para o crescimento econômico", avaliou. Oliveira acrescentou ainda que não tem economia em governos de direita ou esquerda que deu certo com contas quebradas.
Rio
O ministro do TCU José Múcio Monteiro destacou que poderá acontecer no Brasil o que ocorreu no Rio de Janeiro e que não vê nenhum senador ou polÃtico preocupado problema fiscal do PaÃs. "Poderemos ter 27 rocinhas. Cada uma com o seu sotaque", disse Múcio numa referência aos problemas de segurança enfrentados numa das maiores comunidades da América Latina.
Para o ministro, os polÃticos estão só preocupados em serem reeleitos nas próximas eleições. Repetindo avaliação do ex-ministro Delfin Netto, Múcio disse que as reformas serão "compulsórias" devido à difÃcil situação fiscal do PaÃs.
Fonte: Estadão Conteúdo