02/03/2017 08h24
Nomeado de Trump já defendeu o Brasil
Escolhido por Donald Trump para ocupar o cargo de representante comercial americano, o advogado Robert Lighthizer defendeu nos anos 80 os interesses da indústria brasileira de açúcar e álcool nos EUA. Como a legislação proÃbe que a função seja ocupada por alguém que tenha atuado como lobista de governos estrangeiros, ele precisará de um "perdão" do Congresso para tomar posse.
Além do Brasil, Lighthizer também defendeu a China em uma disputa comercial com os EUA. Apesar disso, é um crÃtico de Pequim e acredita que as atuais regras da Organização Mundial do Comércio são insuficientes para prevenir ou punir práticas comerciais do paÃs asiático que considera desleais.
"Em um nÃvel puramente intelectual, como a permissão para que a China manipule constantemente o comércio a seu favor promove o objetivo conservador de fazer com que os mercados sejam mais eficientes?", escreveu em artigo publicado em 2010 sob o tÃtulo "Donald Trump não é um liberal em comércio".
Cana
Considerado um protecionista, Lighthizer foi contratado em 1985 para representar o extinto Instituto do Açúcar e do Ãlcool em uma disputa comercial com os EUA. Na época, produtores americanos de etanol à base de milho pediram a abertura de investigação da prática de dumping pelo Brasil e de eventuais concessões de subsÃdios à produção de etanol de cana-de-açúcar pelo governo brasileiro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo