30/08/2017 23h09
Nova lei cria custos extras de R$ 200 mi por ano ao setor aéreo
As companhias aéreas terão de desembolsar R$ 200 milhões por ano para se adaptarem à nova lei que regulamenta as profissões de pilotos, comissários e mecânicos, segundo o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA). Publicada nesta quarta-feira, 30, no Diário Oficial da União, a lei tornou obrigatório que duas das folgas mensais da tripulação sejam em um sábado e em domingo seguidos.
O SNEA afirmou que, com a determinação, as empresas terão de redimensionar tripulações ou realizar contratações para manter as operações nos nÃveis atuais. A avaliação é que isso possa comprometer a produtividade do setor.
Outro impacto às empresas virá de medidas para gerenciar riscos de fadiga dos aeronautas, como a redução dos limites de horas de voo e de pousos numa mesma jornada de trabalho.
Para o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Rodrigo Spader, mesmo que as adaptações tragam despesas à s aéreas no curto prazo, há um ganho no longo prazo, pois os custos com seguros das aeronaves tenderão a diminuir, diz. "É um ganho para a sociedade. Nossos nÃveis de segurança operacional, que já são bons, ficarão melhores." Procuradas, Gol, Latam, Azul e Avianca informaram que não farão comentários além do posicionamento do SNEA.
Fonte: Estadão Conteúdo