17/12/2021 11h40
Oito municípios detinham quase 25% do PIB em 2019; SP ficou com mais de 10%
A riqueza permanecia concentrada no PaÃs no pré-pandemia. Em 2019, oito municÃpios detinham cerca de um quarto (24,8%) da economia brasileira, de acordo com o Produto Interno Bruto (PIB) dos MunicÃpios, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃstica (IBGE). Os maiores geradores de riqueza naquele ano foram: São Paulo (com 10,3% do PIB brasileiro), Rio de Janeiro (4,8%), BrasÃlia (3,7%), Belo Horizonte (1,3%), Curitiba (1,3%), Manaus (1,1%) Porto Alegre (1,1%) e Osasco/SP (1,1%). Juntos, esses municÃpios representavam 14,7% da população brasileira.
Quando somados os 70 municÃpios brasileiros mais ricos em 2019, chegava-se praticamente à metade (49,8%) do PIB nacional. Ou seja, pouco mais de 1% dos 5.570 municÃpios brasileiros gerava 50% da riqueza do PaÃs.
Os 100 municÃpios mais ricos somavam 55,2% do PIB do Brasil em 2019. Por outro lado, os 1.345 municÃpios mais pobres responderam por apenas 1,0% do PIB nacional. Se consideradas as concentrações urbanas, regiões com mais de 100 mil habitantes que reúnem uma ou mais cidades com alto grau de integração, apenas duas delas detinham, juntas, um quarto do PIB brasileiro: São Paulo/SP (17,0%) e Rio de Janeiro/RJ (7,9%).
Na passagem de 2018 para 2019, os municÃpios que mais ganharam participação no PIB brasileiro foram São Paulo (SP), Maricá (RJ), Saquarema (RJ), Parauapebas (PA), BrasÃlia (DF) e São José dos Pinhais (PR), com aumento de 0,1 ponto porcentual cada um.
Em São Paulo (SP), o ganho foi puxado pelas Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados. Em Maricá (RJ) e Saquarema (RJ), a maior participação foi impulsionada pela extração de petróleo, atividade beneficiada pelo aumento dos preços internacionais da commodity em 2019, enquanto Parauapebas (PA) foi alavancada pela extração de minério de ferro.
Em BrasÃlia (DF) o ganho foi decorrente, principalmente, das atividades de Comércio e reparação de veÃculos automotores e motocicletas e Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados. Em São José dos Pinhais (PR), o destaque foi a fabricação de automóveis.
Na direção oposta, as maiores quedas de participação no PIB nacional ocorreram nos municÃpios do Rio de Janeiro (RJ), redução de 0,4 ponto porcentual, seguido de Vitória (ES), Campos dos Goytacazes (RJ) e Ouro Preto (MG), com decréscimo de 0,1 ponto porcentual cada um.
No Rio de Janeiro (RJ), a perda foi puxada pela indústria de transformação, especialmente a metalúrgica.
Em 2019, 31,4% do PIB nacional eram gerados pelas capitais, a menor participação da série histórica iniciada em 2002, quando essa fatia era de 36,1%.
Administração pública
De acordo com o IBGE, quase metade dos municÃpios brasileiros (48,9%, ou 2.726) tinha como principal atividade econômica a Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social no ano de 2019.
Nos Estados do Acre, Roraima, Amapá, Piauà e ParaÃba, o porcentual de municÃpios dependentes da administração pública superou 90%. Por outro lado, o Estado de São Paulo teve apenas 9,9% dos municÃpios com a economia dependente da administração pública.
Dos 241 municÃpios que tinham a Indústria de Transformação como atividade principal em 2019, 197 estavam nas regiões Sudeste e Sul.
O Estado do Mato Grosso teve o maior porcentual de municÃpios dependentes da Agricultura (39,7%), seguido pelo Rio Grande do Sul (33,6%).
Em 2019, cerca de um quarto do valor adicionado bruto da Agropecuária teve origem em 149 municÃpios, sendo que 96 deles estavam no Sul e no Centro-Oeste, sustentados pela produção de soja e cana-de-açúcar.
Fonte: Estadão Conteúdo