22/07/2021 21h40
ONS: Aumento de demanda de energia pode agravar situação de reservatórios
A perspectiva de aumento no consumo de energia nos próximos meses, puxado pelos setores do comércio e serviços, associada a uma perspectiva mais "realista" sobre a quantidade de usinas termelétricas efetivamente disponÃveis para geração de energia, devem levar os reservatórios próximo ao limite em meados de novembro, quando termina o perÃodo seco no PaÃs. Segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), o impacto maior seria nos subsistemas Sul e Nordeste.
Além do crescimento da demanda pelos setores do comércio e serviços, a manutenção do ritmo elevado das indústrias, principalmente daquelas voltadas para a exportação, elevaram a perspectiva de demanda de energia para os próximos meses, diz a nota técnica emitida nesta quinta-feira, 22, pelo ONS.
Os dados sobre a disponibilidade de térmicas também foram revisados, já que as usinas podem estar indisponÃveis por diferentes motivos. "Neste estudo prospectivo foi considerada uma disponibilidade termelétrica reduzida em comparação à quela considerada nos estudos anteriores, porém mais realista caso as ações no sentido de aumento da disponibilidade energética não alcancem o resultado esperado."
Diante do cenário, o ONS apresentou uma série de recomendações para atenuar as consequências da escassez de água. Entre elas a avaliação, em conjunto com a Agência Nacional de Ãguas e Saneamento (Ana), do uso de reservatórios das hidrelétricas das bacias do Rio Grande e do São Francisco para garantir o fornecimento de energia no PaÃs e a aplicação de medidas para aumentar a disponibilidade de energia termelétrica.
Essas medidas, diz a nota, incluem a antecipação, em alguns meses, da entrada em operação de termelétrica GNA I, localizada em São João da Barra (RJ) e movida a gás natural. As sugestões incluem ainda o "gerenciamento de manutenções programadas" de térmicas e o aumento da contratação de energia de térmicas Merchant (ou seja, que não possuem contrato fixo de geração e, por isso, são mais caras) e a ampliação da importação de energia do Uruguai e da Argentina.
Fonte: Estadão Conteúdo