27/04/2018 17h00
Oscilação na retomada do emprego é natural após recessão profunda, diz Guardia
Ao comentar o avanço, para a maior taxa trimestral desde maio, do desemprego no primeiro trimestre, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, considerou como "naturais" as oscilações de indicadores após o Brasil sair de uma crise profunda.
"O Brasil passou por uma recessão bastante profunda. Superamos essa recessão, o PaÃs está crescendo e é natural que, num processo de recuperação econômica, à s vezes você tenha dados mais ou menos positivos", afirmou Guardia, ao deixar uma reunião de acompanhamento macroeconômico da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
Diferentemente de seu antecessor, Henrique Meirelles - que falava na criação de 2,5 milhões de empregos neste ano -, Guardia preferiu não fazer previsões sobre o mercado de trabalho.
Ratificou, contudo, a expectativa do governo de crescimento de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. "Não vamos rever a previsão toda hora. Na próxima revisão bimestral, é possÃvel que haja uma revisão, mas isso a gente vai decidir quando divulgar a revisão bimestral."
O ministro reforçou que o PaÃs precisa perseverar na agenda de reformas para crescer e gerar empregos. "Quer mais crescimento? Vamos avançar na agenda de reformas que a gente entrega mais crescimento", disse Guardia.
Ele acrescentou que a economia vem ganhando tração e o que se discute no mercado é se o PIB vai crescer 2,7% ou 3%.
Ao citar as prioridades da equipe econômica, ele afirmou que o governo trabalha para a privatização da Eletrobras sair até o fim do ano. "Precisamos de uma Eletrobras forte, capitalizada e com condições de fazer investimentos no futuro", disse.
Fonte: Estadão Conteúdo