15/08/2019 18h00
Petrobras: 1º evento do novo mercado de gás será redução da tarifa do Gasbol
O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, informou que até a conclusão da Rota 3, em 2021, a estatal continuará a ter um uso improdutivo para o grande volume de gás natural contido nos reservatórios do pré-sal, reinjetando o combustÃvel no campo para garantir a continuidade da produção de petróleo, já que o gás na região é associado à commodity.
Ele afirmou que para reduzir esse problema será necessária a construção de uma logÃstica de armazenagem do gás, o que ainda não é feitio no Brasil.
"Houve atraso na Rota 3 (rota de escoamento do gás do pré-sal com destino ao Comperj), e somos obrigados a reinjetar gás para não reduzir a produção de petróleo, porque nos falta escoamento. A Rota 3 só estará completada em 2021, e enquanto não tivermos isso, vamos ter que fazer uso ineficiente do gás", disse durante palestra no seminário sobre gás natural promovido pelo Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e BiocombustÃveis (IBP). no Rio.
O gasoduto que compõe a Rota 3 possui aproximadamente 355 quilômetros, sendo 307 km referentes ao trecho marÃtimo e escoará gás natural até o Complexo PetroquÃmico do Rio de Janeiro (Comperj), em ItaboraÃ, RJ. A vazão do escoamento será de cerca de 18 milhões de metros cúbicos diários.
Castello Branco disse ainda que a revisão do acordo do Gasoduto BolÃvia-Brasil (Gasbol) trará redução de tarifa para o gás natural no Brasil, e que o preço deverá recuar de maneira mais significativa quando o volume da oferta no mercado brasileiro aumentar com o gás do pré-sal.
"Estamos em processo de negociação com a BolÃvia e haverá uma significativa redução da tarifa de transporte, que vai reduzir muito o preço. O desenvolvimento do mercado de gás natural é extremamente importante para a reindustrialização", disse o executivo, ressaltando que apenas em 2025 o volume da produção interna deverá crescer de forma expressiva.
Na quarta, no mesmo evento, a diretora de Refino e Gás da Petrobras, Anelise Lara, afirmou que a previsão do crescimento da produção se dará no Brasil entre 2023 e 2025.
Fonte: Estadão Conteúdo