30/11/2021 17h10
Petrobras: Luna reafirma em NY liberdade de gestão e garante dividendos
Em sua primeira apresentação em Nova York para analistas, durante o Petrobras Day, nesta terça-feira, 30, o presidente da estatal, general Joaquim Silva e Luna, foi logo de saÃda questionado sobre a governança da Petrobras e o impacto das eleições de 2022, pergunta repetida algumas vezes durante a apresentação.
Luna reafirmou que a empresa é acompanhada por vários órgãos, e que sua equipe tem total conforto e liberdade para gerenciar. Ele disse que a estatal vai entregar o que prometeu aos acionistas na sua nova polÃtica de dividendos, e descartou riscos polÃticos com as eleições no ano que vem.
"Ano de eleição tem pressões em qualquer lugar no mundo. A economia continua refletindo a recuperação da pandemia. Mas não vemos nenhum risco de não entregarmos (dividendos). Pelo contrário, no momento em que atingimos o nÃvel de dÃvida com um ano de antecedência, assumimos o compromisso com nossos investidores, é uma coisa que temos condições de cumprir", disse Luna.
O Conselho de Administração da Petrobras aprovou em 24 de novembro a revisão da PolÃtica de Remuneração aos Acionistas, que passa a ter mÃnima anual de US$ 4 bilhões para exercÃcios em que o preço médio do Brent for superior a US$ 40/bbl, a qual poderá ser distribuÃda independente do seu nÃvel de endividamento, desde que observados os princÃpios previstos na polÃtica.
Ressarcida
Presente no evento, o diretor de Governança e Conformidade, Salvador Dahan, também garantiu aos investidores que a Petrobras hoje é guiada para compartilhar todas as informações, o que dá transparência à s suas decisões. Segundo ele, se a empresa tiver que adotar polÃticas públicas, terá que ser compensada, e não há como garantir 100% de proteção.
"Mas temos um modelo de decisão muito responsável", explicou Dahan. "Rodamos testes de estresse todo o tempo para ver como os controles internos detectam violações nos códigos de conduta", informou.
O diretor destacou ainda, que a estatal mantém uma polÃtica de nomeação rÃgida para evitar influência polÃtica, como já ocorreu no passado.
"Se comparar a polÃtica de nomeação da Petrobras com a média do mercado privado, ou mesmo estatais no Brasil, nossos requisitos são altos para evitar relações polÃticas, relações com partidos polÃticos, pessoas sem conhecimento", explicou.
Fonte: Estadão Conteúdo