10/01/2018 07h30
Petrobrás teve economia de R$ 2,9 bi com Refis
Entre as empresas que receberam perdão de parte de suas dÃvidas no ano passado estão algumas das maiores do PaÃs, como Petrobrás, Ambev, BRF e JBS. Só a companhia dos irmãos Wesley e Joesley Batista - que estão presos desde setembro - anunciou, em outubro, que economizaria R$ 1,1 bilhão aderindo ao programa do governo.
Na Petrobrás, foram três adesões que resultaram em uma economia de R$ 2,9 bilhões - 30% das dÃvidas renegociadas. Já a BRF teve um impacto positivo em seu resultado financeiro de R$ 220 milhões com a adesão. A Ambev não informou quanto economizou, apenas que pagaria R$ 3,5 bilhões - R$ 1 bilhão no ano passado e o restante em 145 parcelas mensais.
As companhias não comentam suas adesões, mas, segundo consultores da área, elas veem no Refis uma oportunidade para encerrar ações tributárias que correm na Justiça. "As empresas já contam com o fato de que o governo lançará, a cada três ou cinco anos, um programa de parcelamento de tributos. Elas enxergam nesse sistema uma polÃtica paliativa (ao complexo sistema tributário brasileiro) e uma oportunidade para limpar a casa", diz o diretor executivo de contencioso tributário da EY (antiga Ernest Young), Murillo Villas.
A advogada Cassandra Alcade, da Delloite, diz que há discussões tributárias que podem levar até 17 anos para serem resolvidas. Quando o governo lança um Refis, as empresas aproveitam para analisar se é mais vantajoso aguardar uma decisão da Justiça ou pagar a dÃvida parcelada e com desconto parcelada. "(O Refis) hoje faz parte da gestão de contencioso das empresas", afirma Cassandra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo