07/08/2017 13h09
PF deflagra operação para investigar crimes de extorsão contra a Vale no Pará
A PolÃcia Federal do Pará deflagrou, nesta segunda-feira, 7, a Operação Extortore, que investiga atos de sabotagem praticados em instalações da Vale em Parauapebas, no Pará, para extorquir valores indevidos da companhia. Agentes cumprem dois mandados de prisão temporária e três mandados de busca e apreensão.
Segundo a polÃcia, diversas torres de transmissão de energia que atendiam à s atividades da Vale na região foram alvo de ataques de criminosos desde maio de 2016. Os criminosos desparafusavam as bases das torres, que ficavam na iminência de cair. Em seguida, eles entravam em contato com um funcionário da área de segurança da empresa indicando as torres atacadas e exigiam quantias que chegavam a R$ 15 milhões para cessarem os ataques.
Em nota enviada ao Broadcast (serviço de notÃcias em tempo real do Grupo Estado), a Vale classificou os atos como atentados terroristas contra a mineradora.
"O papel da Vale foi fornecer informações à PolÃcia Federal, nos últimos meses, em função da gravidade desses atentados terroristas cometidos contra a empresa. A Vale vai continuar colaborando com as investigações da PolÃcia Federal e ressalta o trabalho profissional e competente da PF ao longo desta investigação", declarou a companhia.
A investigação foi iniciada pela PolÃcia Civil, mas foi assumida pela PolÃcia Federal após a constatação de que os mesmos indivÃduos foram responsáveis por um ataque com explosivos à Estrada de Ferro Carajás, em 19 de outubro de 2016. As explosões causaram danos à estrutura da estrada de ferro.
Após o ataque a bomba, as ameaças cessaram por um perÃodo, o que dificultou o aprofundamento das investigações. Mas os novos atos de sabotagem voltaram a ser praticados nos últimos meses, permitindo o acompanhamento da PolÃcia Federal.
A operação investiga crimes de extorsão, explosão, perigo de desastre ferroviário, atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública e fabricação de artefato explosivo, cujas penas somadas ultrapassam 30 anos de prisão.
Fonte: Estadão Conteúdo