29/11/2018 13h22
PL da cessão onerosa deve ser votado apenas a partir do dia 4, diz Jucá
A votação do projeto de lei que destrava o megaleilão de petróleo do pré-sal só deve ocorrer a partir da próxima terça-feira, 4, disse nesta quinta-feira, 29, o lÃder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR), em seu perfil no Twitter. "Até lá, continuamos construindo uma solução técnica para o repasse dos recursos aos Estados e municÃpios", afirmou.
O imbróglio em torno da forma de transferência de parte da arrecadação com a venda das áreas do pré-sal a Estados e municÃpios tornou-se um entrave à votação. O presidente do Senado, EunÃcio Oliveira (MDB-CE), já disse que não colocará o projeto em pauta enquanto não houver acordo.
O Broadcast (sistema de notÃcias em tempo real do Grupo Estado) mostrou na quarta que EunÃcio acionou um plano B para dividir a arrecadação de até R$ 100 bilhões do megaleilão com os governos regionais e articula com o senador Wellington Fagundes (PR-MT) a apresentação de três emendas ao projeto que viabiliza o leilão.
A principal, que tem mais chances de ser aprovada, divide os recursos do bônus de assinatura do leilão em 75% para a União, 15% para Estados e outros 15% para municÃpios. Essa emenda tem apoio da Confederação Nacional dos MunicÃpios (CMN). Se alguma mudança for feita no plenário do Senado, o texto precisa voltar para a Câmara.
O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, já avisou ao Palácio do Planalto que não assinaria "de jeito nenhum" a Medida Provisória (MP) que estava sendo negociada pelo presidente do Senado e o lÃder do governo para partilhar 20% da arrecadação entre Estados e municÃpios. A informação foi antecipada pelo Broadcast.
A recusa de Guardia se deve ao fato de que o repasse precisaria ficar dentro do teto de gastos, ocupando espaço de outras despesas essenciais para o Orçamento Federal.
A aprovação do projeto de lei é necessária para abrir caminho a um novo acerto dos parâmetros do contrato de exploração das áreas de "cessão onerosa" do pré-sal com a Petrobrás.
Sem isso, não é possÃvel fazer o leilão da concessão de exploração do óleo excedente que existe na área.
Fonte: Estadão Conteúdo