03/06/2022 11h00
PMI composto do Brasil recua a 58,0 em maio, de 58,5 em abril, diz S&P Global
O Ãndice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) composto do Brasil, que engloba os setores industrial e de serviços, recuou para 58,0 pontos em maio, de 58,5 pontos em abril, divulgou nesta sexta-feira, 3, a S&P Global. Apesar do recuo, o patamar do Ãndice de produção do setor privado brasileiro é o segundo mais elevado desde outubro de 2007 - atrás de abril.
O PMI especÃfico de serviços caiu de 60,6 pontos em abril para 58,6 em maio, mas ficou no segundo nÃvel mais elevado desde maio de 2007.
De acordo com a S&P Global, a taxa se deve à recuperação da demanda após o pico da pandemia, à retomada de eventos, à s polÃticas de estÃmulo e ao aumento das contratações do setor.
"As pressões sobre os custos não só permaneceram historicamente elevadas em todo o setor de serviços em maio, como também atingiram o nÃvel mais alto na série histórica. Como resultado, uma proporção recorde de empresas de serviços aumentou seus preços, respaldada por uma forte demanda subjacente e pelo Ãndice crescente de pedidos em atraso", diz em nota a diretora associada de Economia da S&P Global, Pollyanna de Lima.
Diante do patamar ainda expressivo dos negócios, o Ãndice de emprego agregado cresceu em nÃvel sem precedentes em maio, sustentado por serviços. Na indústria, a expansão de postos de trabalho foi a mais acelerada em sete meses.
"Com os Ãndices de preços também subindo no setor industrial, os resultados do PMI mostraram aumentos sem precedentes nos preços de insumos e nos custos de produção em todo o setor privado", acrescenta Lima. "Isso será preocupante para os elaboradores de polÃticas, uma vez que, até agora, uma polÃtica monetária agressiva mais rÃgida não conseguiu conter as pressões sobre os preços causadas por restrições na cadeia de suprimentos, pela volatilidade dos preços de energia e pela guerra na Ucrânia."
Fonte: Estadão Conteúdo