31/07/2017 12h20
Porcentual de famílias endividadas aumenta em julho, revela CNC
Os brasileiros ficaram mais endividados na passagem de junho para julho, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) mostra que o porcentual de famÃlias endividadas cresceu de 56,4% para 57,1% no perÃodo. Na comparação com julho do ano passado, entretanto, houve queda de 0,6 ponto porcentual.
"Apesar de ter aumentado em julho, o porcentual de famÃlias com dÃvidas registrou queda na comparação com o mesmo perÃodo do ano anterior, apontando um ritmo ainda fraco de concessão de empréstimos e financiamentos para as famÃlias, mesmo após o processo de queda das taxas de juros", avaliou Bruno Fernandes, economista da CNC, em nota oficial.
Na direção oposta, houve ligeiro recuo na proporção de famÃlias com dÃvidas ou contas em atraso, que passou de 24,3% em junho para 24,2% em julho. Em relação a julho de 2016, porém, a fatia de consumidores inadimplentes cresceu 1,3 ponto porcentual.
A parcela de famÃlias que declararam não ter como pagar as dÃvidas em atraso, permanecendo inadimplentes, caiu de 9,6% em junho para 9,4% em julho, o que ainda representa um aumento de 0,7 ponto porcentual na comparação com julho de 2016.
A proporção de famÃlias que se disseram muito endividadas subiu de 13,8% em junho para 14% em julho, uma queda de 0,7 ponto porcentual ante julho do ano passado.
O tempo médio de atraso no pagamento de dÃvidas foi de 63,1 dias em julho de 2017, contra 62,4 dias de julho de 2016. Em média, o comprometimento com as dÃvidas foi de 7,1 meses, sendo que 32,4% das famÃlias possuÃam dÃvidas por mais de um ano. Entre aquelas endividadas, 21,6% afirmam ter mais da metade da renda mensal comprometida com o pagamento de dÃvidas.
O cartão de crédito permanece como a principal forma de endividamento (citado por 76,8% das famÃlias), seguido de carnês (15,4%) e crédito pessoal (11%).
Fonte: Estadão Conteúdo