25/05/2018 16h51
Presidente da Petrobras nega que tenha intenção de pedir demissão
O presidente da Petrobras, Pedro Parente, negou que tenha tido qualquer intenção de entregar o cargo. O executivo mantém o mesmo posicionamento frente à necessidade de continuidade da atual polÃtica de preços dos combustÃveis da estatal. No inÃcio da tarde desta sexta-feira, 25, as ações da companhia caÃram com rumores de uma possÃvel demissão do executivo.
O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, também afirmou em entrevista coletiva que não há a possibilidade de renúncia de Pedro Parente da presidência da Petrobras. "De forma alguma, não chegou ao meu conhecimento", afirmou Guardia.
As ações da estatal, que vinham reduzindo a alta lentamente, passaram a cair, renovando as mÃnimas, movimento que carregou o indicador para novo patamar. A queda do petróleo no exterior, que persiste no inÃcio da tarde, penalizou os papéis da petroleira.
Parente tentou na quinta-feira convencer o mercado financeiro de que tomou uma decisão "tática" ao congelar e reduzir o preço do óleo diesel em 10%, em resposta ao protesto dos caminhoneiros. Mas não conseguiu e as ações da empresa fecharam na quinta-feira, 24, com recuo de 13,71% (PN) e 14,55% (ON).
A queda fez a petroleira perder R$ 47,2 bilhões em valor de mercado em apenas um dia, além do posto de empresa mais valiosa da BM&FBovespa, ao ser ultrapassada pela Ambev.
CrÃticas
O presidente do Senado, EunÃcio Oliveira (MDB-CE), endureceu as crÃticas ao governo Michel Temer, na tarde desta sexta-feira, depois de o Palácio do Planalto anunciar que irá convocar as forças nacionais de segurança para desbloquear as estradas paralisadas pela greve dos caminhoneiros. Na avaliação do emedebista, a polÃtica de preços da Petrobras é responsável pela continuidade do piquete.
"As decisões são do Presidente da República, cabe a ele tomar as decisões e responder por elas. Quem define preços da Petrobras é o Executivo. Nós, do Congresso, só podemos achar, não podemos fazer. Se eu pudesse fazer, já tinha feito. Agora cabe ao Executivo mudar a polÃtica de preços da Petrobras. No meu entendimento ela está equivocada", disse EunÃcio. "A discussão não é o reoneração (de setores da economia), não houve reinvindicação por parte dos caminhoneiros (nesse sentido). Não é essa a motivação dos caminhoneiros", disse.
Questionado sobre o que enxergava ser o problema da polÃtica de preços da estatal, EunÃcio respondeu que é importante abrir as planilhas da empresa para "conhecer" o que há por trás dessas medidas. "Tem que abrir a planilha de preços da Petrobras. Terça-feira, 29, vai ter um debate na Câmara de uma comissão geral, com deputados e senadores, para se conhecer o que efetivamente temos nessa chamada planilha de preços da Petrobras", explicou.
Fonte: Estadão Conteúdo