29/05/2018 12h01
Procuradoria coordena ação por abastecimento na região de Marília (SP)
O Ministério Público Federal informou que articulou nesta segunda-feira, 28, um esquema para localização, escolta e formação de comboios de caminhões tanque que estavam impedidos de levar carga para 41 municÃpios que integram as subseções judiciárias de MarÃlia, Tupã e Lins.
Os procuradores da República Diego Fajardo Maranha Leão de Souza, Jefferson Aparecido Dias e Manoel de Souza Mendes Júnior reuniram-se ao longo do dia para apurar a questão da crise de abastecimento de combustÃveis causada pela greve dos caminhoneiros, em especial para acompanhar as consequências do entrave nos transportes nas áreas de saúde e segurança pública.
"Após levantamento de informações, constatou-se que grande parte dos caminhões-tanque que serviriam para atender os municÃpios de MarÃlia e região não estavam conseguindo acessar as bases distribuidoras de combustÃveis da região em razão de constrangimentos e ameaças endereçadas aos caminhoneiros por parte de alguns lÃderes grevistas", informou a Procuradoria em nota.
Os procuradores e o procurador da República Antonio Manvailer, da Procuradoria da República em Ourinhos, acionaram a PolÃcia Rodoviária Federal, a PolÃcia Federal, a PolÃcia Militar e a PolÃcia Rodoviária Estadual, para articular uma operação emergencial. O objetivo era abastecer um lote inicial de caminhões-tanque e escoltá-los para MarÃlia, visando prioritariamente à normalização do transporte público e ao abastecimento de veÃculos oficiais das áreas de segurança pública e saúde.
"A prioridade nesse momento de crise será o reabastecimento dos carros oficiais, como ambulâncias e viaturas policiais, que terão um posto de combustÃveis reservado exclusivamente para atendê-los. Havendo excedente de combustÃvel disponÃvel, a venda será liberada também para o consumidor, limitada a 25 litros por veÃculo, vedada a utilização de galões, conforme compromisso assumido pelo sindicato dos postos de combustÃveis" diz a nota.
Segundo o MPF em MarÃlia, o esquema de comboios e escolta se repetirá diariamente até a situação se normalizar.
A Procuradoria solicitou ainda que as polÃcias também priorizem a segurança e a liberação de cargas contendo remédios e insumos médico-hospitalares e outros itens de primeira necessidade para serviços e emergências em saúde.
Sequestro
O Ministério Público Federal relatou que recebeu a informação de que um caminhão tanque de um posto de combustÃveis de MarÃlia havia sido "sequestrado" pelos lÃderes do movimento grevista ao tentar reabastecer na base distribuidora de Ourinhos. O motorista teria sido obrigado a conduzir o caminhão ao ponto de concentração do movimento sob ameaças.
Uma das missões das forças policiais que foram ao municÃpio era, inclusive, tentar localizar e liberar este caminhão. Todavia, essa intervenção não se mostrou necessária, pois a própria empresa conseguiu a liberação do caminhão no final da tarde, após negociação com os lÃderes do movimento.
Reunião
A Procuradoria em MarÃlia estruturou um "gabinete de crise" para acompanhar os problemas de abastecimento decorrentes da greve no setor de transportes. Nesta terça-feira, na sede da Procuradoria, haverá reunião entre diversos órgãos de segurança pública e do setor de abastecimento para acompanhamento da situação e planejamento de novas medidas para minimizar o impacto da greve na população de MarÃlia e região.
Fonte: Estadão Conteúdo