05/10/2022 12h00
Produção industrial cai em 8 das 26 atividades em agosto ante julho, diz IBGE
O recuo de 0,6% na produção industrial em agosto ante julho foi resultado de uma redução em 8 dos 26 ramos pesquisados, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃstica (IBGE).
As principais influências negativas partiram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustÃveis (-4,2%), produtos alimentÃcios (-2,6%) e indústrias extrativas (-3,6%). A fabricação de produtos têxteis também teve recuo relevante, -4,6%.
Na direção oposta, das 18 atividades com expansão, os destaques foram veÃculos automotores, reboques e carrocerias (10,8%), máquinas e equipamentos (12,4%) e outros produtos quÃmicos (9,4%). Outras contribuições positivas importantes foram de produtos farmoquÃmicos e farmacêuticos (9,9%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (6,0%), outros equipamentos de transporte (8,9%), produtos diversos (7,4%) e bebidas (1,7%).
Comparação com agosto de 2021
De acordo com o IBGE, a elevação de 2,8% na produção industrial em agosto de 2022 ante agosto de 2021 foi decorrente de avanços em 15 dos 26 ramos industriais investigados.
Segundo André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE, a alta na indústria nesse tipo de comparação foi impulsionada por um efeito calendário e pela base de comparação depreciada. O mês de agosto de 2022 teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior. Quanto à base de comparação, no mês de agosto de 2021, a produção tinha recuado 0,6% ante agosto de 2020.
"São questões pra gente entender não só a magnitude de crescimento, mas o próprio perfil disseminado de crescimento entre as atividades", justificou Macedo.
As principais positivas partiram de veÃculos automotores, reboques e carrocerias (19,3%), outros produtos quÃmicos (10,6%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustÃveis (5,0%) e produtos alimentÃcios (3,2%). Houve avanços relevantes também em celulose, papel e produtos de papel (9,3%), bebidas (8,9%), produtos farmoquÃmicos e farmacêuticos (9,7%), outros equipamentos de transporte (17,4%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (7,5%), couro, artigos para viagem e calçados (9,0%) e produtos diversos (9,8%).
Na direção oposta, a principal perda entre as 11 atividades em queda ocorreu nas indústrias extrativas (-7,3%), pressionada pela menor produção de minérios de ferro e óleos brutos de petróleo. Outros impactos negativos importantes foram os de metalurgia (-4,1%), produtos de metal (-6,9%), produtos de madeira (-13,8%), produtos têxteis (-10,4%), móveis (-13,8%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-4,8%).
O Ãndice de difusão, que mostra a proporção de produtos com avanço na produção em relação ao mesmo mês do ano anterior, passou de 42,0% em julho para 48,0% em agosto, o 12º mês seguido com predomÃnio de produtos com queda na produção, frisou André Macedo.
"O Ãndice de difusão ainda permanece com porcentual maior de produtos no campo negativo", disse Macedo.
Fonte: Estadão Conteúdo