18/04/2017 09h36
Projeções de inflação atingem valor mínimo no 3º trimestre de 2017, prevê ata
O Banco Central (BC) ressalta que as estimativas para a inflação indicam que os Ãndices de preço devem atingir valor mÃnimo durante o terceiro trimestre de 2017. Depois, voltam a subir gradualmente, mas ainda abaixo da meta. Para os diretores da instituição, "as perspectivas para a inflação evoluÃram de maneira favorável e, em boa parte, em linha com o esperado desde a reunião do Copom em fevereiro".
No parágrafo 15 da ata da reunião de abril do Comitê de PolÃtica Monetária (Copom), os diretores do BC ressaltam que as projeções para a inflação acumulada em 12 meses permanecem abaixo da meta de 4,5% ao longo de 2017 no cenário de mercado. "As projeções atingem valor mÃnimo no terceiro trimestre do ano e elevam-se nos últimos meses para valores ainda abaixo da meta", cita o documento.
O BC explica que parte dessa diferença na evolução dos preços "pode ser atribuÃda aos efeitos primários do choque favorável nos preços de alimentos".
Em 2018, os preços não estarão mais no patamar mÃnimo citado pelo BC, mas o cenário de mercado indica inflação na meta de 4,5% no próximo ano.
Energia elétrica
O Banco Central prevê que a inflação de abril será beneficiada pela revisão de encargos na conta de energia elétrica relativos à usina de Angra III. Como o efeito dessa revisão será apenas em um mês, o Copom ressalta que haverá movimento contrário e de magnitude similar na inflação de maio. Por isso, o tema não tem impacto relevante para a condução da polÃtica monetária.
Segundo os membros do Comitê, a revisão de encargos na conta de luz por Angra III deverá reduzir a inflação pelo IPCA de abril em torno de 0,3 ponto porcentual. O documento ressalta, porém, que "o retorno das tarifas para patamar similar ao anterior deva produzir efeito em sentido contrário, e de magnitude similar, no IPCA em maio". Haverá, ainda, "impacto residual" em junho, cita o documento no parágrafo 16.
Diante desse vai-e-vem do preço da energia, o texto cita que todos os diretores do BC concluÃram que "essas oscilações grandes, pontuais e atÃpicas não têm implicação relevante para a condução da polÃtica monetária".
Fonte: Estadão Conteúdo