26/05/2021 15h50
Revisão do PAF reduz estoque da dívida para valor de R$ 5,5 tri a R$ 5,8 tri
O Tesouro Nacional revisou sua estratégia para a DÃvida Pública Federal (DPF) e vai emitir um volume menor de tÃtulos prefixados, concentrando mais suas emissões em papéis atrelados à Selic e à inflação. Ao fim do ano, o órgão também traçou um cenário com estoque da dÃvida menor: entre R$ 5,5 trilhões e R$ 5,8 trilhões.
Em janeiro, quando divulgou a primeira versão do Plano Anual de Financiamento (PAF), o Tesouro informou que a dÃvida ficaria em valor entre R$ 5,6 trilhões e R$ 5,9 trilhões.
Segundo o Tesouro, os novos limites demonstram um "cenário mais benigno" para os indicadores da dÃvida na comparação com as expectativas de janeiro e representam menor risco de refinanciamento da dÃvida.
"Os novos limites significam menor risco de refinanciamento para a dÃvida, uma vez que haverá menor concentração de dÃvida de curto prazo. Esta mudança de expectativas é importante, considerando a redução do prazo da DPF ocorrida ao longo de 2020, em função das emissões de tÃtulos para enfrentamento dos efeitos econômicos e sociais da pandemia", destacou o Tesouro.
Segundo o órgão, o estoque da DPF tende a ficar menor, sobretudo devido à expectativa de menores colocações de tÃtulos prefixados, em particular aqueles com prazos mais reduzidos. "Esse ajuste na estratégia de financiamento se traduz em uma composição com maior participação de tÃtulos remunerados por taxas de juros flutuantes e dos remunerados por Ãndices de preços, em detrimento dos prefixados", explicou.
A revisão do PAF, segundo o Tesouro, é necessária para adequar a estratégia de financiamento à s condições de demanda observadas no primeiro quadrimestre do ano, que permitiram ao Tesouro Nacional privilegiar maior emissão de LFTs, remuneradas pela Selic, e NTN-Bs, atreladas à inflação. Esses tÃtulos têm prazos maiores, em detrimento das LTNs, prefixados com vencimentos em até 12 meses.
Em termos de composição da dÃvida ao fim do ano, o Tesouro prevê que os tÃtulos prefixados ficarão entre 31% e 35% da DPF (antes, 38% a 42%). Nos papéis atrelados à inflação, a meta subiu para 26% a 30% da DPF (antes, 24% a 28%). Os tÃtulos remunerados pela Selic tiveram a meta alterada para 33% a 37% da dÃvida (antes, 28% a 32%). Não houve alteração na previsão para os papéis atrelados ao câmbio, que devem ficar em 3% a 7% da DPF.
Com a mudança no perfil das emissões, o Tesouro também prevê menor concentração de tÃtulos com vencimento no curto prazo. A parcela da dÃvida vencendo em 12 meses deve ficar em 22% a 27% da DPF (antes, 24% a 29%). Já o prazo médio subiu e deve ficar de 3,4 anos a 3,8 anos (antes, 3,2 a 3,6 anos).
Fonte: Estadão Conteúdo