02/05/2018 07h20
Riscos para emergentes vêm aumentando, diz IIF
O Instituto Internacional de Finanças (IIF), formado pelos 500 maiores bancos do mundo e com sede em Washington, apontou, em relatório divulgado nesta terça-feira, 1, que a economia mundial passa por um perÃodo de mudanças e que os riscos para os emergentes estão aumentando. O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) está em um processo de elevação das taxas de juros, movimento que está afetando o mercado de câmbio de vários paÃses emergentes.
Além disso, o crescimento da economia mundial começa a se "dessincronizar". Os EUA estão crescendo mais que outras regiões, refletindo estÃmulos fiscais, enquanto outras partes do mundo crescem menos. Este fator aliado ao aumento de juros pelo Fed contribuem para a valorização do dólar e "fazem a vida mais difÃcil para os emergentes, especialmente para aqueles com maior dependência de financiamento externo".
Para o instituto, intervenções oficiais dos bancos centrais nos mercados de câmbio podem ser fontes de estabilidade durante perÃodos de moedas muito voláteis. Nesse contexto, Argentina e Turquia são os emergentes "para se observar" nesse momento, por conta dos elevados déficits em conta corrente. O relatório mostra ainda que Brasil e Indonésia também merecem ser monitorados.
Os paÃses emergentes, incluindo os da América Latina, tendem a intervir no mercado de câmbio de forma "assimétrica", ressalta o IIF. Os BCs parecem muito mais dispostos a impedir valorizações de suas moedas aumentando as reservas internacionais do que reduzir essas reservas para conter desvalorizações quando a pressão no câmbio aumenta, de acordo com o IFF, que observa os movimentos dos BCs desde o inÃcio dos anos 2000. Entre os emergentes que têm tido maior pressão para desvalorização de suas moedas estão, pela ordem, Argentina, Turquia, Hong Kong, Brasil e Indonésia.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo