28/01/2019 15h50
Tesouro: composição da dívida está mudando, com maior participação de Selic
O subsecretário de DÃvida Pública do Tesouro Nacional, José Franco, disse que a composição da dÃvida pública federal está mudando, com o aumento da participação de tÃtulos corrigidos pela Selic, por conta da situação fiscal do paÃs.
Ele ressaltou que, enquanto tÃtulos prefixados e corrigidos por Ãndice de preços tiveram resgates lÃquidos em 2018, os papéis atrelados à Selic tiveram emissão lÃquida. Preferidos pelos investidores em momentos de instabilidade, esses tÃtulos são mais voláteis e trazem menos previsibilidade para a gestão da dÃvida. "O aumento de tÃtulos Selic na dÃvida é consequência de seguidos déficits fiscais", afirmou.
De acordo com Franco, o Tesouro atuou em 2018 com a meta de não adicionar mais liquidez no sistema em um ano em que o mercado passou por muita volatilidade, ligada, entre outras questões, à s eleições. Com resgate lÃquido de R$ 23,148 bilhões, ele ressaltou que o Tesouro ficou próximo a essa meta.
"Tivemos volatilidade em 2018, mas a gestão da dÃvida está preparada para agir. Tesouro aproveitou para recomprar tÃtulos com taxas mais altas. O objetivo é prover estabilidade e bom funcionamento do mercado", afirmou.
Estrangeiros
Franco ressaltou o aumento nominal na participação de estrangeiros na dÃvida em 2018 de cerca de R$ 2 bilhões. Porcentualmente, porém, a fatia desses investidores caiu de 12,12% em 2017 para 11,22% no fim do ano passado. "O aumento de estrangeiros indica expectativa de entrada de recursos", afirmou.
Em relação às emissões externas, o subsecretário afirmou que a ideia do Tesouro é continuar emitindo papéis com prazo de 10 a 30 anos para dar referências de preço para o mercado.
Fonte: Estadão Conteúdo