26/06/2018 10h33
Vice-presidente do BCE diz que economia e inflação na região justificam ações
O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, se mostrou confiante com a economia e a inflação na zona do euro, dizendo que a melhora justifica os próximos passos da instituição de reduzir as compras de ativos.
Em discurso realizado em Frankfurt, de Guindos disse que enquanto a atividade econômica da zona do euro registrou uma moderação no primeiro trimestre de 2018, após os elevados nÃveis de crescimento em 2017, "os fundamentos permanecem em vigor para um crescimento econômico sólido e de base ampla".
Segundo o vice-presidente do BCE, o crescimento econômico continua sendo apoiado pela força doméstica da economia. "Espera-se que o crescimento privado permaneça robusto graças à s melhorias contÃnuas no mercado de trabalho", disse, acrescentando que espera-se que o crescimento nos Estados Unidos acelere com o investimento sólido e dados significativos e estÃmulo fiscal.
Por outro lado, de Guindos ressaltou os riscos para as perspectivas de crescimento, ainda que estejam equilibrados. Entre eles, o vice-presidente apontou a ameaça de aumento do protecionismo, aumento dos preços do petróleo e seu impacto na inflação e no crescimento global, bem como nÃveis muito altos de dÃvida global. Além disso, "o risco de persistência da elevada volatilidade do mercado financeiro exige monitoramento".
Na última reunião de polÃtica monetária, em 14 de junho, o BCE anunciou que reduzirá sua compra mensal de ativos lÃquidos de 30 bilhões de euros para 15 bilhões de euros no final de setembro de 2018 e encerrar as compras lÃquidas no final de dezembro de 2018. O vice-presidente da instituição reiterou a posição do banco de manter as taxas de juros nos nÃveis atuais até pelo menos o verão europeu de 2019.
Fonte: Estadão Conteúdo