16/03/2021 08h41
Warren Buffett se torna membro do clube dos US$ 100 bi
Warren Buffett tem se mantido no topo do ranking da riqueza global há décadas, mas nos últimos anos ele caiu nessa lista conforme as fortunas ligadas à s empresas de tecnologia disparavam e sua mão quente esfriava. Agora, aos 90 anos, seu patrimônio lÃquido passou de US$ 100 bilhões.
A riqueza do chairman da Berkshire Hathaway Inc. saltou para US$ 100,4 bilhões, de acordo com o Bloomberg Billionaires Index. Isso torna Buffett o sexto membro do clube de US$ 100 bilhões, um grupo que inclui Jeff Bezos, Elon Musk e seu amigo Bill Gates.
As fortunas combinadas do clã cresceram rapidamente, alimentadas pelo estÃmulo do governo, pela polÃtica do banco central e pelo mercado de ações em alta. Na quarta-feira, 10 de março, o projeto de lei anti-covid-19 de US$ 1,9 trilhão do presidente Joe Biden superou seu obstáculo final no Congresso, somando-se aos US$ 3 trilhões em estÃmulos que Washington já desembolsou ao longo de 2020.
A Berkshire, a fonte de praticamente toda a riqueza de Buffett, teve um forte inÃcio em 2021. As ações da empresa subiram 15% este ano, superando o ganho de 3,8% do Ãndice S&P 500. Isso foi ajudado pela recente pressão de Buffett para gastar quantias recordes comprando de volta as próprias ações da Berkshire, uma mudança notável para um investidor que preferiu usar a pilha de US$ 138 bilhões em dinheiro para adquirir outras empresas ou ações ordinárias.
Buffett tem lutado nos últimos anos para encontrar negócios consideráveis para estimular o crescimento da Berkshire, em parte devido ao tamanho do conglomerado. Isso fez com que as ações tivessem um desempenho inferior ao S&P 500 nos últimos cinco anos. Mas em 2020, Buffett gastou um recorde de US$ 24,7 bilhões em recompras e os registros indicam que ele já adquiriu pelo menos US$ 4,2 bilhões em ações até meados de fevereiro.
"Seu aquecimento para a recompra de ações foi claramente bem-visto pelos investidores", disse Matthew Palazola, analista da Bloomberg Intelligence, que também observou que os temores do ano passado sobre o impacto inicial da pandemia no grupo foram exagerados. "A força do portfólio de ações da Berkshire, especificamente a Apple, foi um grande contribuinte para o valor contábil", disse ele.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo