06/08/2020 14h00
A dois meses das Eliminatórias, Tite retoma reuniões presenciais com comissão
Com o começo das Eliminatórias para a Copa do Mundo já no horizonte, a comissão técnica da seleção brasileira está retomando gradualmente o trabalho presencial na sede da CBF. Desde o inÃcio da pandemia, em março, Tite e seus auxiliares vinham fazendo reuniões e projetando a equipe apenas através de videoconferências. Agora, a ideia é retomar até mesmo a observação de jogadores in loco, como acontecia antes.
Por ora, porém, o trabalho será mais cauteloso para respeitar as orientações de combate ao coronavÃrus. "Estamos voltando aos poucos, todos os departamentos com no máximo metade da sua capacidade", explicou o coordenador da seleção, Juninho Paulista, em vÃdeo publicado pela CBF TV. "(Estamos) respeitando o lado humano, o lado cientÃfico e o lado médico", ressaltou Tite.
Com o começo das Eliminatórias previsto para outubro, Tite, Juninho e o restante da comissão passarão agora a intensificar a observação de possÃveis convocados. O técnico explicou que toda a comissão vinha assistindo os jogos pela TV - mas sem áudio, para não sofrerem qualquer tipo de influência de comentários de narradores ou comentaristas.
"Pontos especÃficos, pautas especÃficas, análises individuais. Projeção de equipe, estudos do que foi feito de certo e de errado no modelo nosso. Projeção de atletas, reestruturar a equipe, tudo isso nós tentamos antecipar de alguma forma. Assim como procuramos estabelecer o modelo que a seleção brasileira usa, e vÃdeos representativos que futuramente podem ser colocados para que o público possa comprovar", comentou o treinador, sobre o trabalho feito ao longo da pandemia.
De acordo com Juninho, o trabalho de observação in loco será retomado. "Com os campeonatos começando, isso ajuda. Antes iam dois (observadores), um discutindo com o outro o que estava havendo dentro de campo, mas nesse primeiro momento a gente vai colocar apenas um observador em cada jogo, pela preocupação (com o distanciamento social)", disse o coordenador.
Fonte: Estadão Conteúdo