03/08/2021 00h50
Alison dos Santos faz história com bronze nos 400m com barreira em Tóquio
Gigante! Com 1,98 metro de altura e suas passadas largas, Alison dos Santos, 21 anos, alcançou um feito gigante nesta terça-feira nos Jogos OlÃmpicos de Tóquio ao conquistar o bronze nos 400 metros com barreiras. Foi a primeira medalha do Brasil na prova em toda a história e também a primeira no atletismo na OlimpÃada no Japão.
Em uma prova espetacular, com quebra de recorde mundial, Alison foi muito bem principalmente nos metros finais, onde garantiu o terceiro lugar com boa vantagem para o quarto colocado. O ouro ficou com o fenômeno norueguês Karsten Warholm, que marcou 45s94 e pulverizou o recorde mundial. O medalhista de prata foi o norte-americano Raj Benjamin (46s17).
Com o tempo de 46s72 nesta terça-feira no Estádio OlÃmpico de Tóquio, Alison quebrou o recorde sul-americano novamente. A marca dos três primeiros colocados foram as três melhores da história, evidenciando o altÃssimo nÃvel técnico da final desta prova.
A trajetória desse paulista de São Joaquim da Barra (SP) em uma prova que o atletismo brasileiro não tem tanta tradição é surpreendente. Ele foi o primeiro atleta do PaÃs a correr a prova abaixo de 48 segundos. Somente nesta temporada já havia quebrado o recorde sul-americano cinco vezes antes de conquistar a inédita medalha em Tóquio.
Alison consegue aliar a sua capacidade fÃsica - só de pernas tem 1,12m - com um talento raro. Quando completou 16 anos, por exemplo, começou a disputar provas na categoria adulta. Quando fez 18 anos, quebrou o recorde sul-americano sub-20.
Com dez meses de idade, ele sofreu um acidente doméstico. Uma frigideira com óleo virou sobre si. Ele ficou meses internado para tratar das queimaduras de terceiro grau na cabeça, ombros, peito e braços.
As cicatrizes daquele acidente estão com ele até hoje. A mais evidente é uma falha no cabelo. Quando criança, Alison tentou ser judoca. Foi nesse perÃodo que ganhou o apelido de Piu. O garoto trocou o tatame pelo atletismo e hoje é medalhista olÃmpico.
Fonte: Estadão Conteúdo