01/12/2016 15h33
Após tragédia, companhia LaMia tem suas atividades suspensas por órgão boliviano
O órgão responsável pela aviação na BolÃvia divulgou uma nota oficial nesta quinta-feira em que suspende imediatamente os serviços prestados pela companhia aérea LaMia. A empresa boliviana foi a contratada pela Chapecoense para transportar a equipe de Santa Cruz de la Sierra a MedellÃn, na Colômbia, mas seu avião caiu nas cercanias da cidade. O acidente acabou provocando a morte de 71 passageiros.
O voo fretado na BolÃvia deveria realizar um reabastecimento antes de seguir rumo a MedellÃn. O plano de voo entregue por Ãlex Quispe - um dos sete tripulantes que estavam no avião - recebeu ao menos cinco observações feitas por Celia Castedo Monasterio, funcionária da Aasana, responsável pela revisão de todos os planos de voo do Aeroporto Internacional de Viru Viru. A encarregada indicou que a autonomia do voo não era adequada, que faltava um plano de voo alternativo e que o informativo foi mal preenchido, exigindo algumas mudanças.
Para ter autorização de voo na BolÃvia, é necessário ter combustÃvel suficiente para cumprir a viagem até o destino final, para chegar até um aeroporto auxiliar mais próximo do destino e ainda ter condições de sobrevoar 45 minutos sobre esse segundo aeroporto.
SEGUNDA VEZ - No dia 22 de agosto, a mesma aeronave da LaMia fez a viagem de Santa Cruz de la Sierra para MedellÃn. Porém, desta vez parou para reabastecer, como deveria ter sido feito no transporte da equipe da Chapecoense. Na ocasião, a pausa foi feita na cidade de Cobija, na BolÃvia, e o avião chegou com segurança na Colômbia, como previsto no protocolo. Houve ainda três vezes em que o avião pousou em MedellÃn. Em duas delas, o voo partiu de Assunção, no Paraguai, e parou em Cobija para reabastecer.
MUDANÇAS - O ministro de Obras Públicas da BolÃvia, Milton Claros, instruiu a mudança de executivos da Direção-Geral de Aviação Civil (DGAC) após o acidente com o avião da LaMia. O ministro ainda informou que uma investigação completa sobre o fato será feita. Sobre as informações referidas nas observações antes de partir do aeroporto de Viru Viru, a autoridade disse que ainda não é possÃvel estabelecer responsabilidades e que inquéritos irão determinar isso.
Fonte: Estadão Conteúdo