11/09/2017 14h53
Brasileiro disputa eleição para a presidência do Comitê Paralímpico Internacional
O brasileiro Andrew Parsons está na disputa pela presidência do Comitê ParalÃmpico Internacional (IPC, na sigla em inglês) para suceder a Sir Philip Craven, atual mandatário. Ele fez uma boa gestão no Comitê ParalÃmpico Brasileiro (CPB) e chega para o pleito como favorito. A definição será nesta sexta-feira em Abu Dabi, nos Emirados Ãrabes Unidos, durante a Assembleia Geral da entidade. Nesta entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, ele fala sobre as suas propostas e o que pretende fazer caso seja eleito.
Qual a expectativa para a eleição do IPC?
Tenho trabalhado durante todo o perÃodo da campanha com o objetivo de vencer a eleição e ser eleito presidente do Comitê ParalÃmpico Internacional. Para isso tenho conversado com todos os membros votantes, explicando as propostas que tenho e minha visão para o Movimento ParalÃmpico Internacional e o IPC enquanto organização. Fiz uma campanha de diálogo e troca de ideias.
Quem são seus adversários e como é o pleito?
Meus adversários são o canadense Patrick Jarvis, o dinamarquês John Petersson e a chinesa Haidi Zhang. Todos os membros votantes - devem ser cerca de 170 presentes em Abu Dabi no dia 8 de setembro - têm direito a um voto. A votação é eletrônica. Se qualquer candidato tiver 50% + 1 dos votos na primeira rodada, já é considerado vencedor. Se nenhum dos candidatos tiver 50% + 1 dos votos, elimina-se o candidato com o menor número de votos e passa-se a uma próxima rodada de votação, até que algum candidato tenha a maioria simples dos votos. Como são quatro candidatos, haverá no máximo três rodadas.
A sua gestão no CPB foi considerada boa e o Brasil é uma potência paralÃmpica. O que você pretende fazer caso seja eleito?
No Brasil, tivemos grande êxito ao explorar o potencial comercial do esporte paralÃmpico. Firmamos contratos de patrocÃnio maiores do que qualquer outro Comitê ParalÃmpico Nacional no mundo. Fomos bastante criativos em diversas iniciativas de marketing e comunicação, firmando um triângulo muito bem-sucedido entre mÃdia-patrocinadores-organização esportiva. Quero fazer o mesmo em nÃvel internacional , pois ainda há muitas oportunidades não exploradas pelo IPC, principalmente no que diz respeito a iniciativas conjuntas com os Comitês ParalÃmpicos Nacionais, as Federações Internacionais e o próprio COI.
Você tentará uma aproximação maior com o esporte olÃmpico?
É fundamental ter uma relação mais próxima entre os Movimentos OlÃmpico e ParalÃmpico. Não apenas entre COI e IPC, mas também entre os Comitês OlÃmpicos Nacionais e Comitês ParalÃmpicos Nacionais. Acredito que a interação entre estas organizações maximizará as oportunidades para os atletas com deficiência nos diferentes paÃses.
As classificações funcionais costumam render muita polêmica. Você pretende discutir isso?
Se eleito presidente, quero explorar a introdução de um processo de classificação profissional. Profissionalizar os classificadores permitirá que suas performances sejam monitoradas e avaliadas, que eles estejam mais disponÃveis para as competições nacionais mundo afora e tenham mais tempo para investir em pesquisa e sua própria reciclagem. Eu também estimularei a utilização da tecnologia para avaliação dos atletas, minimizando o que seja interpretação dos classificadores e a possibilidade de erros.
Fonte: Estadão Conteúdo