07/12/2021 10h50
China diz que EUA 'pagarão preço' por 'boicote diplomático' aos Jogos de Inverno
O governo da China criticou nesta terça-feira o "boicote diplomático" dos Estados Unidos aos Jogos OlÃmpicos e ParalÃmpicos de Inverno de Pequim-2022 em nome dos direitos humanos e afirmou que Washington "pagará o preço". Os EUA enviarão seus atletas, mas nenhum representante diplomático irá à s duas competições por conta das violações dos direitos humanos por parte da China, especialmente na região de maioria muçulmana de Xinjiang (noroeste), anunciou na última segunda-feira a Casa Branca, ignorando as advertências chinesas.
O porta-voz da diplomacia chinesa, Zhao Lijian, acusou o governo americano de violar o princÃpio de neutralidade polÃtica no esporte. "A tentativa dos Estados Unidos de interferir nos Jogos OlÃmpicos de Inverno de Pequim devido ao preconceito ideológico, com base em mentiras e rumores, expõe apenas suas intenções sinistras", declarou.
"Os Estados Unidos pagarão o preço de suas ações equivocadas", afirmou. "Fiquem atentos", respondeu ao ser questionado sobre as represálias da China, antes de voltar a classificar de "mentira do século" as acusações ocidentais sobre a situação em Xinjiang.
Em Washington, a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, explicou na última segunda-feira a decisão do governo do presidente Joe Biden. "Se estivesse presente, a representação diplomática americana trataria estes Jogos como se nada estivesse acontecido, apesar das flagrantes violações dos direitos humanos e das atrocidades da China em Xinjiang. E simplesmente não podemos fazer isso", afirmou.
"Os atletas dos Estados Unidos contam com todo o nosso apoio. Estaremos dando a eles 100% de suporte, enquanto torcemos por eles daqui", completou Psaki.
Com as restrições da China à entrada de estrangeiros devido à luta contra a covid-19, poucos lÃderes mundiais devem viajar a Pequim, com exceção do presidente russo Vladimir Putin, que aceitou um convite do colega chinês Xi Jinping.
O Comitê OlÃmpico Internacional (COI) saudou o fato de a decisão "polÃtica" de Washington não impedir a participação de atletas americanos.
Fonte: Estadão Conteúdo