10/05/2021 09h00
COI adia visita de Thomas Bach ao Japão por causa do aumento de casos de covid-19
O que já era esperado desde a última sexta-feira, quando foi anunciado a extensão do estado de emergência no Japão até o próximo dia 31, foi confirmado nesta segunda. O Comitê OlÃmpico Internacional (COI) anunciou que o seu presidente, o alemão Thomas Bach, teve sua visita neste mês ao paÃs sede dos Jogos OlÃmpicos de Tóquio-2020, adiados em um ano por causa da pandemia do novo coronavÃrus, adiada devido ao aumento no número de casos de covid-19.
A viagem de Bach estava prevista para os próximos dias 17 e 18 - começando em Hiroshima, por ocasião da passagem da tocha olÃmpica -, de acordo com o Comitê Organizador de Tóquio-2020, mas o COI decidiu "adiar a visita por diversas situações, sobretudo a prorrogação do estado de emergência vinculado ao vÃrus" pelo governo japonês. Os Jogos OlÃmpicos devem começar dentro de 74 dias (de 23 julho a 8 de agosto).
O estado de emergência, que é menos restrito no Japão que os confinamentos impostos em outros paÃses do mundo, foi prolongado até o próximo dia 31 nas regiões do paÃs mais afetados pela pandemia, entre elas a cidade de Tóquio. Em 24 horas, a capital registrou 573 novos casos de covid-19, elevando o total de contaminações para 146.600.
De acordo com a imprensa japonesa, os organizadores dos Jogos OlÃmpicos pretendem reprogramar a visita de Bach para junho. Seiko Hashimoto, a presidente do Comitê Organizador, já havia alertado na última sexta-feira que seria "muito difÃcil" organizar uma visita neste mês do presidente do COI, após a prorrogação do estado de emergência.
A crise de saúde no Japão foi muito menos intensa até agora que em outros paÃses, com 10.800 mortes registradas oficialmente desde o inÃcio de 2020. Mas o programa nacional de vacinação avança lentamente e algumas regiões registraram nas últimas semanas nÃveis recorde de infecções de covid-19, com a propagação de variantes agravando a situação.
O governo japonês e os organizadores insistem que o evento esportivo poderá, apesar das dificuldades, acontecer "com segurança" este ano. Mas todas as pesquisas mostram que a maioria da população japonesa defende o cancelamento ou um novo adiamento.
O primeiro ministro japonês, Yoshihide Suga, permaneceu na defensiva nesta segunda-feira ao insistir no Parlamento que "nunca" colocou os Jogos OlÃmpicos em primeiro lugar e que sua prioridade continua sendo "a vida e a saúde dos japoneses".
Fonte: Estadão Conteúdo