15/02/2021 18h17
Corinthians e Caixa avançam nas negociações para o financiamento da arena
Corinthians e Caixa Econômica Federal avançaram nas negociações para o financiamento da Neo QuÃmica Arena, mas o acerto ainda não foi sacramentado. A diretoria do clube, de olho nas eleições de sábado para presidência, tenta acelerar o processo, que é tratado de forma mais comedida pelo banco estatal.
O pagamento das parcelas do estádio corintiano está suspenso desde outubro do ano passado, quando a Caixa executou o Corinthians na Justiça cobrando uma dÃvida de R$ 536 milhões. O clube apresentou recurso oferecendo a penhora de quotas de um fundo de investimento imobiliário, alienadas fiduciariamente à Caixa, para negociar aos pagamentos.
Desde então, a Justiça Federal considera que as duas partes estão buscando um acordo e atende à s solicitações para suspender o andamento da ação. No despacho mais recente, de 21 de outubro, a juÃza Marina Gimenez aprovou mais uma vez o pedido de adiamento.
O novo contrato deve prolongar o prazo de financiamento e alterar as formas de pagamento. O GE.com revelou que as parcelas se estenderão até 2040 - inicialmente iam até 2028. O valor total da dÃvida até o inÃcio da execução era de R$ 536 milhões.
A intenção do Corinthians é pagar R$ 300 milhões por meio da receita do naming rights nos próximos 20 anos. O restante, financiado em parcelas. Para assinatura do contrato falta definir a porcentagem do reajuste anual e quando as parcelas começarão a ser cobradas.
Por causa da pandemia, os estádios estão sem público e o valor dessas parcelas seriam pagos com ajuda da bilheteria. O clube pede que sejam debitadas a partir de 2022, com prestações pagas de forma anual e não mais mensal, como era no contrato anterior.
Em 17 de julho, Sanchez prometeu resolver os problemas financeiros da Arena até novembro. Além da dÃvida com a Caixa, falta resolver também a dÃvida com a construtora Odebrecht. A tendência é de que esse valor seja abatido com repasse dos CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento).
Fonte: Estadão Conteúdo