17/07/2020 13h30
Direção da Fórmula 1 confirma 2 casos de covid-19 na terceira bateria de testes
A direção da Fórmula 1 confirmou nesta sexta-feira os dois primeiros casos do novo coronavÃrus no paddock desde o começo da temporada de 2020, ocorrido há duas semanas na Ãustria. A categoria anunciou que, dos quase cinco mil testes realizados antes do GP da Hungria, dois tiveram resultado positivo para infecção da covid-19. Os contaminados, sem ter as suas identidades reveladas, foram isolados com efeito imediato.
"A FIA e a Fórmula 1 podem confirmar hoje que entre a sexta-feira, dia 10 de julho, e a quinta-feira, dia 16, 4.997 testes de covid-19 foram realizados em pilotos, equipes e funcionários", explicou a F-1 em um comunicado oficial. "Desses, duas pessoas testaram positivo. Os indivÃduos não estavam presentes na Ãustria. As pessoas afetadas foram removidas de suas funções e isoladas, assim como pessoas próximas", seguiu a nota.
"A FIA e a Fórmula 1 providenciam essa informação com o objetivo de ser transparente. Nenhum detalhe especÃfico sobre equipe ou indivÃduo será providenciado pela FIA e pela F-1, com resultados sendo divulgados a cada sete dias", destacou a categoria.
Os primeiros resultados positivos para covid-19 aconteceram na terceira bateria de testes realizada pela Fórmula 1. As duas anteriores, na ocasião dos GPs da Ãustria e da EstÃria, ambos no circuito Red Bull Ring, em Spielberg, não apontaram presença de infectados.
A direção da Fórmula 1 anunciou o retorno das corridas para o mês de julho, com 10 circuitos confirmados. Todas as etapas estão acontecendo sem a presença de torcedores e aglomerações, além de uma rotina de testes sendo feitos para todos os funcionários das equipes e da organização.
A detecção rápida de infecção ajuda a categoria a evitar o colapso dos planos de continuar a atual temporada. O GP da Austrália, em março, já foi cancelado justamente pela infecção de um funcionário da McLaren, criando situação em que a Fórmula 1 já não tinha mais controle sobre quem estava saudável ou não.
Fonte: Estadão Conteúdo