15/04/2020 23h00
Mattos explica saída de Prass do Palmeiras e diz ter sido correto com o goleiro
Ex-CEO do Palmeiras e hoje diretor de futebol no Atlético-MG, Alexandre Mattos comentou sobre algumas das polêmicas de sua passagem pelo clube alviverde durante entrevista ao canal de TV Fox Sports. Mattos deu sua versão de como ocorreu a saÃda de Fernando Prass do clube - o goleiro fez crÃticas ao ex-diretor em sua coletiva de despedida pela existência de um contrato de gaveta para o colega de posição Jailson, cujo vÃnculo se encerraria junto com o de Prass.
"Essa (história) me chateou... Antes do jogo contra o Grêmio (pelo Brasileirão), eu, o presidente (MaurÃcio Galiotte), o Mano (Menezes, então técnico), o CÃcero (gerente de futebol), o Paulo Buosi e o Alexandre Zanotta (vice-presidentes) decidimos que ficaria o Jailson e liberarÃamos o Prass. Lembro que falei que ia avisá-lo, mas pediram para avisar só faltando um jogo. Porque tem toda comoção da torcida. Fui demitido uma semana depois, e mantiveram o planejamento. Por que fiquei responsável planejamento se fui demitido?", questionou Mattos.
"Tenho um respeito enorme pelo Prass. O Prass é um dos maiores profissionais que eu trabalhei. Impressionante o trabalho dele no dia a dia. Eu renovei ele três vezes. A mais difÃcil foi com o Paulo (Nobre), em 2016, porque o Paulo considerava que o contrato que tinham feito era muito grande e carÃssimo para o Palmeiras. Tive que convencer o Prass a abaixar salário. Depois, em 2017, eu e o MaurÃcio (Galiotte) renovamos com ele, porque não tinha treinador e, quando chegou o Roger, falou que podia liberar o Prass e nós não deixamos", relatou Galiotte, afirmando que o planejamento era liberar o goleiro após o tÃtulo brasileiro de 2018, mas que ele mudou e renovou com Prass.
No entanto, Mattos afirmou que acredita que a decisão que tomou foi correta. "Se eu estivesse lá, o Prass ia sair. Tem 41 anos, há dois anos e meio não era titular, vinha sendo o terceiro goleiro e era um dos maiores salários do Palmeiras. Estava incompatÃvel isso. Ele tem uma relevância, o considero para caramba. Um dia vou conversar com ele, tirar essa mágoa do coração dele. Uma dúvida que ele tem e esclareço publicamente agora: pedia para não dar entrevista porque o Oscar Rodriguez, preparador de goleiros, me pedia. Porque, quando ele dava entrevista pedindo para jogar e renovar, o Jailson e o Weverton ficavam chateados. Era para manter um bom ambiente", revelou o atual dirigente atleticano.
BRUNO HENRIQUE - Mattos também falou sobre as crÃticas que sofreu ao longo de 2019 pelo Palmeiras ter contratado o atacante Carlos Eduardo por um valor próximo ao que o Flamengo pagou para tirar Bruno Henrique do Santos. Enquanto o atleta rubro-negro rendeu e foi protagonista nos tÃtulos conquistados pela equipe, o alviverde não teve sucesso e acabou sendo emprestado ao Athletico-PR.
"Teve uma reunião de presidentes, e o MaurÃcio me ligou falando que o presidente do Santos estava chateado com o Flamengo, perguntou se eu queria o Bruno Henrique. Eu falei 'claro que queremos, quanto ele quer? Dez milhões de euros (R$ 57 milhões, na cotação atual) mais o Raphael Veiga'. Falei que não era certo, o MaurÃcio concordou, e o Bruno Henrique foi para o Flamengo por 5 milhões de euros (R$ 28,5 milhões, na cotação atual). Ninguém quer vender para rival", justificou-se Mattos, antes de comentar novamente sobre os valores das negociações.
"(O Bruno Henrique) Virou o que virou agora, por mérito dele, mas não fez parte dos pedidos da comissão técnica, que colocou duas ou três situações, sendo uma delas o Carlos Eduardo. É muita sacanagem falar que se pagou a mesma coisa. O São Paulo comprou o Pablo por mais do que o Flamengo pagou para o Bruno Henrique, o Corinthians paga mais nos salários de Boselli e Vagner Love", comparou.
Por fim, Mattos opinou sobre Valdivia, que já fez crÃticas ao dirigente nas redes sociais. Segundo ele, a decisão de não renovar com o chileno em 2015 foi de Paulo Nobre, mas o atleta acredita que tenha sido culpa dele.
Fonte: Estadão Conteúdo