14/11/2019 15h20
Mizael Conrado e Andrew Parsons destacam campanha histórica do Brasil em Dubai
O presidente do Comitê ParalÃmpico Brasileiro (CPB), Mizael Conrado, e o presidente do Comitê ParalÃmpico Internacional (IPC, na sigla em inglês), Andrew Parsons, concederam entrevista coletiva nesta quinta-feira, véspera do final do Mundial de Atletismo ParalÃmpico de Dubai, nos Emirados Ãrabes Unidos. Eles destacaram pontos semelhantes como a provável melhor campanha do Brasil na história da competição, a presença de jovens com bons resultados e vislumbram Tóquio-2020 como os Jogos ParalÃmpicos de maior impacto da história.
Pela primeira vez em um Mundial o Brasil deve terminar na segunda colocação no quadro de medalhas. O PaÃs tem 37 medalhas - com 14 ouros, 9 pratas e 14 bronzes. A China lidera com 52 e o Reino Unido assumiu nesta quinta-feira a terceira colocação com 23 pódios (10 ouros, 7 pratas e 6 bronzes). Passou a Ucrânia, que tem também 23, mas com 10 ouros, 6 pratas e 7 bronzes.
A melhor marca até então do Brasil havia sido em Lyon-2013, quando terminou em terceiro lugar no ranking de medalhas. Na ocasião, o PaÃs terminou com 40 pódios no total (16 ouros, 10 pratas e 14 bronzes). Mizael espera bater a edição francesa da competição em números absolutos também, mas minimizou qualquer problema caso isso não aconteça.
"Lyon foi o primeiro campeonato do ciclo de dois em dois anos. Aconteceu logo após os Jogos de Londres-2012. Comparar com o Mundial de agora é completamente diferente. Fiz um levantamento. As marcas dos brasileiros de Lyon renderiam só cinco medalhas em Dubai. Por enquanto aqui está menor, mas os resultados são melhores. Por isso dá para dizer que essa já é a maior participação em toda história", afirmou.
Em 2013, o Comitê ParalÃmpico Brasileiro tinha como presidente Andrews Parsons - há dois anos e meio, passou o bastão para Mizael. "Hoje, na minha função, tenho que ser neutro, mas o sentimento é positivo de ver o Brasil fazer essa campanha e revelar atletas. Houve legado um muito positivo no esporte paralÃmpico depois dos Jogos do Rio (em 2016). O CT ParalÃmpico em São Paulo é o maior exemplo. Não vejo em outro paÃs projeto tão eficiente. Há investimentos maiores como o da China e da Ucrânia, mas maximizando a estrutura que existe o Brasil é exemplo. Tendo saÃdo do CPB, é bom ver que o trabalho não só continua em alto nÃvel, mas em algumas áreas está melhor do que era no passado", afirmou.
TÓQUIO-2020 - Os dois dirigentes já estão na expectativa para os Jogos de Tóquio. Mizael ficou surpreso com a eficiência japonesa. Ele citou como exemplo a cidade de Hamamatsu, onde a delegação brasileira fará a aclimatação. Há dois anos, quando a comissão técnica visitou o local, os hotéis não tinham estrutura para receber cadeirantes. A prefeitura e a iniciativa privada se comprometeram em ajustar tudo.
"A 10 meses do inÃcio eles já fizeram isso e a cidade está preparada para nos receber", comentou o presidente do CPB. Os brasileiros viajam em agosto para o Japão e ficarão 15 dias nessa cidade antes de ir para a Vila OlÃmpica em Tóquio.
Andrews fala com empolgação sobre alguns números dos Jogos ParalÃmpicos de 2020. "Vamos chegar a mais paÃses com transmissão, por exemplo. Vamos mostrar mais esportes. De 12 esportes ao vivo no Rio vai para 19 agora. A gente está bastante preparado para maximizar esse impacto", disse. "Temos 2,3 milhões de ingressos para serem vendidos. Vai se vender menos ingressos do que em Londres-2012. Mas a gente tem expectativa de vender 100%. A questão dos preços foram ajustadas para as famÃlias. Todas as estratégias foram pensadas disso", afirmou.
As vendas de ingressos para Tóquio-2020 começou no inÃcio de setembro. Os preços variam bastante. Um dia de competições preliminares do atletismo pode custar R$ 100 e um lugar vip na final do atletismo pode chegar a R$ 3,5 mil. Cerca de 4400 paratletas de mais de 160 paÃses em 22 modalidades, sendo a estreia do parabadminton e do parataekwondo nos Jogos ParalÃmpicos. A cerimônia de abertura será em 25 de agosto de 2020, no recém-construÃdo estádio OlÃmpico. Serão 12 dias de Jogos, com 540 premiações com medalhas.
Fonte: Estadão Conteúdo