05/03/2020 18h30
Por caso de Ronaldinho, diretor de migração do Paraguai renuncia ao cargo
A presença de Ronaldinho Gaúcho no Paraguai com documentos supostamente falsos provocou uma crise polÃtica no paÃs, especialmente pela demora das autoridades para apontar e investigar as irregularidades. E uma das consequências foi a renúncia do diretor de migração do paÃs, Alexis Penayo.
Pelo incidente envolvendo Ronaldinho, há uma troca de acusações pública entre autoridades paraguaias. Ministro do Interior, Euclides Acevedo afirma que o setor de migração foi alertado pela polÃcia da suposta irregularidade com os documentos de Ronaldinho e o seu irmão, Assis. Por isso, deveria ter agido imediatamente, não permitindo que os ex-jogadores deixassem o aeroporto.
A avaliação de Acevedo é que o status de Ãdolo de Ronaldinho, algo que levou uma multidão a recepcioná-lo no aeroporto, fez com que os procedimentos para liberar a entrada do astro no paÃs não tenham sido realizados do modo correto. "Provavelmente, pela popularidade, pularam o protocolo. Se estivesse a cargo da polÃcia, não o terÃamos deixado entrar", declarou Acevedo.
Penayo, porém, assegura - e diz ter provas - que alertou Acevedo sobre o problema com a documentação de Ronaldinho, mas não recebeu um retorno. "Tenho as provas de que alertei o Ministério do Interior e o diretor de identificações. Enviei as fotos dos passaporte e disse: não figuram no sistema", afirmou, de acordo com o site do diário paraguaio ABC Color.
Ao deixar o aeroporto na manhã de quarta-feira, Ronaldinho foi tratado pelos paraguaios quase como um chefe de Estado. Andou em uma luxuosa picape, que contava com custódia policial pelas ruas da capital. A situação só foi mudar mais à noite, quando foi feita uma operação no hotel onde ele estava hospedado.
Ronaldinho e Assis ficarão à disposição da Justiça do Paraguai por tempo indeterminado, segundo informou o promotor Federico Delfino, responsável pela investigação contra os dois ex-jogadores por porte de documentos falsos. Eles passaram a noite sob custódia das autoridades paraguaias após operação policial realizada na suÃte presidencial do Hotel Resort Yacht y Golf Club, em Lambaré, vizinho a Assunção. Os passaportes que eles portavam foram expedidos e retirados no Paraguai, sendo que as numerações corresponderiam a de outras duas pessoas.
Fonte: Estadão Conteúdo