03/06/2020 20h00
Presidente do COB sugere fundo de estatais para patrocinar o esporte
Preocupado com o adiamento dos Jogos de Tóquio e com o impacto da pandemia do novo coronavÃrus, o presidente do Comitê OlÃmpico do Brasil (COB), Paulo Wanderley Teixeira, sugeriu que o esporte de alto rendimento no PaÃs passe a receber investimento também de empresas estatais. Atualmente, a principal fonte de recursos do COB é a Lei Agnelo-Piva, que repassa parte da arrecadação com loterias.
O problema é que não há previsão de quanto será arrecadado este ano - com a pandemia e a retração econômica, é provável que o volume de recursos com apostas seja menor, e consequentemente, os repasses para o COB. Tudo isso em meio à reta final de preparação para os Jogos OlÃmpicos de Tóquio, que seriam realizados no próximo mês e foram adiados para 2021.
"A Lei das Loterias foi um marco, um diferencial do esporte olÃmpico brasileiro, e é de onde realmente vem a sustentabilidade do esporte olÃmpico brasileiro", afirmou Paulo Wanderley, durante conferência virtual organizada pela FGV nesta quarta-feira, 3. "(Mas) acho que poderÃamos movimentar nossas estatais, como já aconteceu no passado. Gente, 1% de um fundo (de estatais) para outras coisas não faz uma cosquinha, mas pro esporte faz muita coisa."
Segundo o presidente do COB, a entidade está suportando bem as consequências da pandemia. Ele ressaltou que "tranquilo ninguém está", mas afirmou que o comitê está "bem organizado". PatrocÃnios de empresas privadas que foram fechados para a OlimpÃada prevista para este ano foram estendidos para 2021.
CPB - Presidente do Comitê ParalÃmpico Brasileiro (CPB), Mizael Conrado disse que a entidade está buscando alternativas no setor privado para reforçar as finanças, além do patrocÃnio da Caixa, que vem de longa data. Ele reconheceu, contudo, "que as empresas terão muitas dificuldades ao final da pandemia", e que o fomento ao esporte pode acabar ficando de fora das prioridades.
Mizael destacou ainda que o comitê está trabalhando duro para se manter sustentável este ano. "O CPB, depois que deixou sua sede em BrasÃlia e foi para São Paulo, aumentou sobremaneira o tamanho e a responsabilidade. SaÃmos de 98 profissionais para 300 profissionais diretos. Com os indiretos, chegamos a 400", elencou. "Ano passado foram 355 eventos realizados só no nosso Centro ParalÃmpico, e este ano não vamos conseguir realizar nem um terço disso."
Fonte: Estadão Conteúdo