22/07/2021 20h20
Sob ameaça de queda, Gilson Kleina vai completar seu 200º jogo pela Ponte Preta
O que era para ser um feito comemorado, de repente pode se transformar em uma marca fatÃdica para o técnico Gilson Kleina. Nesta sexta-feira ele completará o seu 200.º jogo no comando da Ponte Preta, mas vai enfrentar o Goiás pressionado pela fraca campanha no Campeonato Brasileiro da Série B. Corre o risco de ser demitido.
De qualquer forma, Gilson Kleina já faz parte da história do clube de Campinas (SP). Ele é o quarto técnico com mais jogos na história da Ponte Preta, que em agosto vai completar 121 anos. Fica atrás somente de Cilinho (345 jogos), Nico (260) e Zé Duarte (245).
O retrospecto geral é positivo com 76 vitórias, 58 empates e 65 derrotas - com aproveitamento de 47,9%. Mas é altamente negativo na atual Série B, onde só conseguiu uma vitória em 13 jogos, além de seis empates e seis derrotas. Com nove pontos ocupa a 19.ª e penúltima posição, dentro da indesejada zona de rebaixamento para a Série C de 2022.
Gilson Kleina é persistente e tenta tirar leite de pedra. Mas esta, talvez, seja a pior das suas cinco passagens no comando do time. Antes ele dirigiu a Ponte Preta em 2011/2012, 2017, 2018 e 2019/2020. Uma nova derrota pode confirmar a sua queda.
A demissão seria, em princÃpio, a maneira mais prática da diretoria justificar os maus resultados, sem considerar as fragilidades do elenco. Os jogadores também estão sendo cobrados pelas más atuações e até o presidente Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho, tem sido criticado pela oposição.
A verba do departamento de futebol está minguando e desde junho começaram a ocorrer atrasos nos pagamentos dos direitos de imagens. O presidente parece isolado diante de uma oposição que apresenta, no momento, duas chapas para concorrer à s eleições em novembro deste ano. Há, inclusive, uma corrente que exige mudança geral no clube, com a saÃda do presidente, do técnico e de alguns jogadores.
O técnico garante que vai cumprir sua meta de recuperar o time. "Não aceito outra coisa, a não ser a presença da Ponte em melhores posições. Nós temos um grupo bom e que pode ser reforçado, caso seja necessário", disse Gilson Kleina.
O time vem de duas derrotas seguidas. Caiu em casa diante do Remo, por 2 a 1, e depois perdeu para o Vitória, por 1 a 0, em Salvador. A escalação para este jogo contra o Goiás, em Campinas, válido pela 14.ª rodada, ainda está indefinida. Existem algumas dúvidas. A provável formação é esta: Ivan; Felipe Albuquerque, Fábio Sanches, Cleylton e Rafael Santos (Jean Carlos); André Luiz, Vini Locatelli (Lucas Cândido) e Camilo; Fessin (Richard), Moisés e Rodrigão.
Fonte: Estadão Conteúdo