05/10/2017 13h40
Suíça vai cooperar para 'congelar' ativos de Nuzman
A SuÃça vai cooperar com o Ministério Público Federal (MPF) do Brasil para identificar, congelar e eventualmente devolver os recursos de Carlos Arthur Nuzman nos cofres dos bancos do paÃs. Segundo o Estado apurou, o Departamento de Justiça e PolÃcia da SuÃça recebeu um pedido de cooperação no dia 28 de setembro, referente aos ativos do dirigente brasileiro.
Entre os pedidos da Justiça está o confisco de contas bancárias e de barras de ouro, em Genebra e Lausanne. Mas o que os procuradores brasileiros ainda pedem é que os investigadores suÃços identifiquem todas as contas em nome de Nuzman, assim como aquelas em que ele poderia ser beneficiário.
Os bancos suÃços, diante da informação, ainda tem a obrigação em informar à s autoridades sobre eventuais contas que possam existir relacionadas com o brasileiro.
Nesta quinta-feira, o Departamento de Justiça repassou o pedido de cooperação do Brasil ao Ministério Público Federal, em Berna, para que ele seja "executado". Uma ação deve ocorrer nos próximos dias e, diante da urgência do caso, o congelamento pode ocorrer com certa rapidez para evitar a fuga dos recursos.
A decisão de Berna foi tomada depois que uma análise preliminar determinou a existência de fato dos ativos e comprovou que as suspeitas estão baseadas em indÃcios concretos. Em Genebra, Nuzman teria guardado 16 barras de ouro, enquanto em um banco em Lausanne uma outra conta também seria usada pelo brasileiro.
No mês passado, o Estado revelou que a polÃcia brasileira descobriu nos computadores do dirigente e-mails no qual ele se dirigia à Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês) solicitando que pagamentos fossem realizados a uma conta em Lausanne. A entidade era comandada por Lamine Diack, acusado de estar no centro do escândalo de compra de votos para a definição das sedes dos Jogos OlÃmpicos.
Nuzman argumentou que o e-mail se referia a pagamentos de despesas de seus trabalhos como membro da comissão de ética da IAAF. Agora, o MPF quer saber todos os depósitos que passaram pela conta, assim como outras movimentações que possam ter envolvido bancos suÃços.
Com os documentos em mãos, Berna repassará as informações aos procuradores brasileiros. No caso da Lava Jato, foi justamente a cooperação dos suÃços que permitiu desmontar uma ampla rede de pagamento de propinas.
Fonte: Estadão Conteúdo