16/04/2019 12h40
Tóquio-2020 define horários das competições e fará atletas e público madrugarem
A organização dos Jogos OlÃmpicos de Tóquio divulgou nesta terça-feira os horários determinados para as 339 competições das 33 modalidades que integrarão o calendário do grande evento, que será realizado entre os dias 24 de julho e 9 de agosto de 2020.
Com a esperança de evitar os efeitos do calor que costuma ser intenso nesta época do ano na capital japonesa, assim como em alguns casos para atender interesses de canais de TV de outros paÃses que transmitirão algumas modalidades em horários mais atrativos para os seus respectivos telespectadores e patrocinadores, os organizadores definiram uma agenda que obrigará muitos competidores e o público a madrugarem em algumas disputas da OlimpÃada.
A final masculina da prova da marcha de 50km, por exemplo, foi marcada para começar às 5h30 no horário local, enquanto as provas da maratona para homens e para mulheres serão iniciadas às 6 horas. A maratona aquática é outra que terá sua programação começando bem cedo, às 7h, enquanto as disputas do triatlo serão abertas às 7h30.
O softbol, esporte que entrou no programa olÃmpico de Tóquio e só terá uma categoria feminina, teve algumas de suas partidas agendadas para as 9 horas. Enquanto isso, o beisebol, outra modalidade inserida nesta OlimpÃada, não terá nenhum jogo sendo iniciado antes do meio-dia, pelo horário de Tóquio.
Estes dois esportes saÃram do programa dos Jogos depois de terem feito parte de Pequim-2008, na China, e voltarão a ser realizados nesta edição da OlimpÃada por causa da popularidade que possuem no Japão.
Há 55 anos, os Jogos OlÃmpicos de Tóquio de 1964 foram realizados no outono e, na época, não enfrentou problemas com o calor. Porém, na era moderna o evento não pode ocorrer nesta estação no Japão, pois se chocaria com o abarrotado calendário do futebol europeu e com o ciclo de disputas das quatro grandes modalidades dos Estados Unidos ao longo de todo o ano: futebol americano, beisebol, basquete e hóquei.
Os organizadores da OlimpÃada consultaram os horários com o Comitê OlÃmpico Internacional (COI), com os órgãos reguladores dos diferentes esportes, com competidores e especialistas médicos, garantiu Koji Murofushi, diretor esportivo dos Jogos de Tóquio e medalhista olÃmpico de ouro em Atenas-2004 na prova do lançamento do martelo.
"Quando vemos os Jogos OlÃmpicos em geral, é claro que temos que considerar o público global e ajustar e controlar o cronograma como um todo", ressaltou o dirigente nesta terça-feira. "Os atletas, quando conhecem a sua programação com antecedência, podem fazer um ajuste para se prepararem", reforçou.
Como já havia sido anunciado anteriormente, as finais da natação de Tóquio-2020 começarão à s 10h30 locais. Neste caso, este horário não foi definido por causa do calor no Japão, mas para permitir que as emissoras de TV dos Estados Unidos, paÃs que é a maior potência desta modalidade, possam transmitir estes eventos em horário nobre e também de maior audiência no paÃs. O canal norte-americano NBC paga bilhões ao COI para garantir os direitos de transmissão dos Jogos OlÃmpicos.
A primeira medalha de ouro da OlimpÃada de Tóquio-2020 será definida no tiro, na prova feminina da carabina de ar de 10 metros, marcada para ocorrer em 25 de julho, um dia depois da cerimônia de abertura dos Jogos. Já para 8 de agosto, véspera da festa de encerramento, a organização programou um "super sábado" com cerca de 30 finais, incluÃdas as masculinas de esportes coletivos como o basquete, o futebol e o beisebol.
A modalidade mais difÃcil de ser planejada é o surfe, adicionado ao programa olÃmpico para esta próxima edição dos Jogos. Os organização reservou uma janela de oito dias para o evento, confiando de que em pelo menos metade destes dias o mar japonês estará com boas ondas, condição fundamental para a prática deste esporte. Pela agenda de criada para essa disputa, quatro dias são suficientes para que os surfistas participem das baterias eliminatórias e dos confrontos decisivos que determinarão os medalhistas.
Fonte: Estadão Conteúdo