14/01/2018 08h30
'A capacidade é a mesma', afirma cientista
O que teria levado uma jovem paraibana, na João Pessoa dos anos 1970, a sonhar em ser cientista? Em parte, pode ter sido a curiosidade e inquietude natural da infância e uma boa dose de apoio familiar. Minha infância, na Praia Formosa, rodeada de natureza, de terra e mar, pode ter sido o primeiro estÃmulo. Mas também a curiosidade pelas brincadeiras dos meninos, mais criativas e instigantes. Elas me fascinavam, sob o olhar rigoroso de mamãe. Adorava brincar de bolinha de gude com os meninos, criava estratégias. O que tem para pensar numa brincadeira de casinha ou boneca?
Muito estudiosa, na juventude, comecei uma graduação em Medicina, para alegria dos meus pais. Mas me apaixonei pela quÃmica orgânica e acabei mudando para Farmácia, na Universidade Federal da ParaÃba. De lá, vim fazer pós-graduação em QuÃmica na USP. Como toda retirante nordestina, cheguei com uma mão na frente e outra atrás, mas não para trabalhar na construção civil e, sim, construir ciência. Somos culturalmente educadas de maneira diferente, mas a capacidade é a mesma. O importante é que as meninas tenham modelos para se inspirar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo