02/02/2020 17h40
Acusado de chefiar milícia carioca escapa da polícia na Bahia
A pedido da PolÃcia Civil do Rio, a PolÃcia Civil da Bahia realizou na última sexta-feira (31) uma operação para tentar prender o ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope, a tropa de elite da PolÃcia Militar do Rio) Adriano Magalhães da Nóbrega, acusado de ser o chefe do Escritório do Crime, milÃcia que atua na zona oeste do Rio. Ele não foi encontrado.
Nóbrega está foragido desde janeiro de 2019, quando teve sua prisão decretada sob acusação de liderar a milÃcia Escritório do Crime. Ele também é acusado de se beneficiar do suposto esquema de "rachadinha" que, segundo o Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ), funcionou no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro (filho do presidente Jair Bolsonaro e hoje senador pelo Rio de Janeiro, sem partido) durante seus mandatos. A mãe e a ex-mulher de Nóbrega, Raimunda Veras Magalhães e Danielle Mendonça da Costa Nóbrega, respectivamente, trabalharam como assessoras no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), durante o perÃodo investigado.
Nóbrega foi preso três vezes enquanto era policial militar, acusado inclusive por homicÃdio (crime do qual acabou absolvido) e foi exonerado da PM em janeiro de 2014, acusado de atuar como segurança de um contraventor.
A PolÃcia Civil do Rio informou ter sabido que o ex-PM estava na Bahia. Como só pode atuar no próprio Estado, solicitou à PolÃcia Civil da Bahia que tentasse prendê-lo, e enviou um delegado e dois agentes para acompanhar a operação. A equipe de policiais civis foi até a casa onde a famÃlia de Nóbrega está hospedada, mas não o localizou - só estavam a mulher e duas filhas dele. Segundo a PolÃcia Civil do Rio, o ex-PM esteve lá nos dias anteriores, mas conseguiu fugir antes da chegada dos policiais. A reportagem não conseguiu contato com a PolÃcia Civil da Bahia neste domingo (2).
Fonte: Estadão Conteúdo